quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

ATAQUE À LEI DE FOMENTO

Três dias de intensa mobilização, com assembleias e ações das comissões política e jurídica, conquistaram o adiamento do edital. Agora precisamos avançar. Convocamos a todos os interessados (artistas de todas as linguagens, cidadãos, representantes de movimentos populares), para assembleia extraordinária, para o próximo dia 04 de janeiro de 2010, no teatro Coletivo.

O QUE QUEREMOS: A LEI DO FOMENTO COMO EM SUAS DEZ PRIMEIRAS EDIÇÕES. O FIM IMEDIATO DOS ATAQUES À LEI DO FOMENTO.

Assembleia Extraordinária
Teatro Coletivo
Rua da Consolação, nº 1623
04 de Janeiro de 2010, 19h
Compareça e contribua com a divulgação

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

INFORME EXTRAORDINÁRIO - MUDANÇAS NO EDITAL DO FOMENTO

REUNIÃO DE EMERGÊNCIA

A Secretaria Municipal de Cultura da cidade de São Paulo está propondo mudanças na forma de contratação do edital do Programa de Fomento ao Teatro e dança, que entrariam em vigor já na próxima edição, prevista para janeiro de 2010.

As mudanças alteram as condições vigentes nas últimas edições e precisam ser discutidas pelo conjunto da categoria.

O movimento de teatro de grupos de São Paulo, Movimento 27 de Março, Roda do Fomento, Movimento de teatro de rua, Arte pela Barbárie, Cooperativa Paulista de Teatro, grupos e coletivos organizados convocam todos os interessados (cooperados ou não) para uma reunião de emergência com este ponto de pauta.

Local: Galpão do Folias

Rua Ana Cintra, 213 – Santa Cecília.

Data: 23 de dezembro de 2009 (Quarta-feira) às 10h00.

Informações: (11) 8121-0870

É muito importante que venham representantes de todos os grupos, iremos definir propostas relativas ao fomento que dizem respeito a toda a categoria.

ATA das assembléias de 21 de dezembro de 2009.

A Assembléia iniciou-se com um informe a respeito da reunião com o secretário de cultura, através do qual esclareceu-se que as mudanças para a próxima edição do fomento são de caráter político e não meramente técnico, como disse o secretário. A justificativa se dá em que as mudanças são uma adequação da lei do fomento ao um decreto do executivo municipal que cria e regulamenta a forma convênio.

Cabe também esclarecer que o sistema de convênios, o qual vem sendo paulatinamente implantado em diversas frentes dos serviços públicos, envolve um modo de contratação direta entre poder público e empresas privadas sem fins lucrativos, constituídas especificamente para captação de recursos públicos com fins privados (OSCIPS, OS, ONG, etc). Este modelo implica uma adaptação dos coletivos de teatro à regulamentação em lei destas organizações, modificando prejudicialmente sua organização e produção, obrigando-os a adaptar-se a este modelo empresarial ou renunciar ao fomento e assim comprometer sua existência.

Este ataque não se trata de uma ação isolada, mas faz parte de uma política sistemática de desmonte e precarização dos equipamentos e serviços públicos que está em curso desde maio deste ano, data do decreto do prefeito. Por seu histórico de mobilização, os grupos de teatro estão sendo os últimos a sofrer este golpe. A reversão deste estado depende de nossa capacidade e habilidade em nos mantermos em luta e conduzirmos ações concretas.

Estava presente Dra. Marília, advogada, que prestou informes de caráter legal sobre as possibilidades de ação. A partir de seus informes e das falas, sugeriu-se que através de carta fosse solicitado à secretaria de cultura que adiasse as mudanças para a segunda edição do fomento de 2010, mantendo para a primeira os moldes do edital anterior. Por aclamação da assembléia decidiu-se a formação de comissões para tratar da questão simultaneamente nos campos jurídico e político.

A carta foi entregue ao secretário pessoalmente por uma comissão no mesmo dia. Ante a posição do secretário de não assumir-se como o executor da questão da cultura e escudar-se num discurso técnico-jurídico, não apreciando os encaminhamentos da assembléia. Assim, fez-se necessária a constituição de nova assembléia, a qual manteve a posição de que se trata de luta política e da necessidade de ação imediata para barrar o ataque sofrido nesta lei duramente conquistada pelos coletivos de teatro.

Em vista disso, foi encaminhada a necessidade de nova Assembléia no dia 23/12/2009 às 10h00 no Galpão do Folias (Rua Ana Cintra, 213),onde serão decididas de forma legítima os caminhos que permitirão que a lei de fomento ao teatro seja mantida nos moldes de sua formulação.

sábado, 19 de dezembro de 2009

INFORME EXTRAORDINÁRIO

MUDANÇAS NO EDITAL DO FOMENTO

REUNIÃO DE EMERGÊNCIA

A Secretaria Municipal de Cultura da cidade de São Paulo está propondo uma série de mudanças no edital do Programa de Fomento ao Teatro, que entrariam em vigor já na próxima edição, prevista para janeiro de 2010.

As mudanças alteram as condições vigentes nas últimas edições e precisam ser discutidas pelo conjunto da categoria.

O movimento de teatro de grupos de São Paulo e a Cooperativa Paulista de Teatro convocam todos os interessados (cooperados ou não) para uma reunião de emergência com este ponto único de pauta.

Local: Galpão do Folias

Rua Ana Cintra, 213 – Santa Cecília.

Data: 21 de dezembro de 2009 (Segunda-feira) às 10h00.

Acessem:

Blog da Roda do Fomento:

http://rodadofomento.blogspot.com/

É muito importante que venham representantes de todos os grupos

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

ENCONTRO DO MOVIMENTO 27 DE MARÇO E RODA DO FOMENTO - ÚLTIMA PLENÁRIA DESTE ANO

Dia 17 de dezembro, às 20h, encontro no Espaço Cultural Pyndorama.

Pautas:

1) Balanço Geral do M27M – convidando a todos que participaram da origem e que se agregaram depois ou mesmo que nunca tenham participado para avaliar as ações, propostas e encaminhamentos do M27M e discussão do calendário do próximo ano (incluindo o processo de formação do grupo – textos escolhidos, convidados para os debates, etc.).

2) Exposição e conversa com Iná Camargo Costa e Dorberto Carvalho a partir do livro que escreveram sobre os 5 primeiros anos da Lei de Fomento ao Teatro de Grupo da Cidade de São Paulo (“A luta dos grupos teatrais de São Paulo por políticas públicas para a cultura”), editado pela Cooperativa Paulista de Teatro.

3) Discussão sobre os nomes que serão encaminhados para formar a comissão da próxima edição da Lei de Fomento ao teatro.

Local: R. Turiaçu, 481, Perdizes (Próximo ao metrô Barra Funda).
Informações: (11) 3871-0373 / 8121-0870.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

ENCONTRO DO MOVIMENTO 27 DE MARÇO E RODA DO FOMENTO

Dia 1º de dezembro, às 20h, no Teatro Coletivo.

Pautas:

1) Avaliação das conferências e da nossa presença na audiência do orçamento, a partir destes resultados criar estratégia de ação junto a SMC (cobrança das promessas do secretário) e demais órgão públicos de cultura (construção de cartas e moção de repúdio à conferência estadual).

2) Calendário de fim de ano e de 2010: Formação, publicação da história do movimento (tudo que aconteceu neste ano), preparação do próximo 27 de março, pensar nomes para a nova Comissão do fomento e data de retorno do movimento.

3) Informes do seminário da Flaskô, da mobilização da EMIA (Sugestão da EMIA de uma data para nos encontrarmos), discussão da mudança de data de encontro do movimento, redação de um release do movimento e de uma carta de intenções política.

Local: R. da Consolação, 1.623. Informações: (11) 3255-5922 / 8121-0870.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

ENCONTRO DO MOVIMENTO 27 DE MARÇO E DA RODA DO FOMENTO

DIA 24/11 (Terça-feira) às 20h no Teatro Coletivo.

Local: Rua: Da Consolação, 1.623.

Informações: (11) 3255-5922 / 8121-0870.

PAUTAS:

- Definir intervenções do Movimento 27 de março e da Roda do Fomento para a Conferência Estadual de Arte e Cultura que acontecerá dia 25/11. Discutir e aprovar carta que será lida e propagada na Conferência.

- Estabelecer como iremos cobrar da administração municipal proposta de orçamento para 2010 na área cultural. Na última audiência pública foi apresentada pelo relator uma emenda de 50 milhões a mais para o orçamento da cultura em 2010.

É muito importante que venham representantes de todos os grupos.

LEMBRETE:

Conferência Estadual de Arte e Cultura de São Paulo

Dia 25 de novembro de 2009 a partir das 08h30 no Memorial da América Latina.

IMPORTANTE: Todos os inscritos para a Conferência Estadual de Cultura de SP devem comparecer dia 25/11 às 08h30. Momento de colocar e discutir nossas proposições.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Audiência Pública na Câmara Municipal de SP

Nesta quinta tem audiência pública na Câmara Municipal de SP que vai votar o orçamento destinado para a cultura em 2010.

Importante falar dos programas de cultura como o VAI, Fomento entre outros.

Todos os programas de financiamento tem proposta de orçamento menor que 2009.

É justamente este o momento de garantirmos recursos para serem investido na cultura em 2010.



Audiência pública do orçamento da cultura:

Data: 19 de novembro – Quinta-feira

Tema: SECRETARIA DE MODERNIZAÇÃO, GESTÃO E DESBUROCRATIZAÇÃO

- SECRETARIA MUNICIPAL DE FINANÇAS

- SECRETARIA MUNICIPAL DE ESPORTES, LAZER E RECREAÇÃO

- SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA

Horário: 18:00 às 22:00 h

Local: Câmara Municipal de São Paulo – Sala Tiradentes - 8º andar

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

MANIFESTO EM DEFESA DO MST

O Manifesto "Contra a violência do agronegócio e a criminalização das lutas sociais", em defesa do MST, foi idealizado por dezenas de intelectuais do Brasil e do mundo, e busca denuncia todo o processo de criminalização do MST a partir dos últimos acontecimentos. Entre eles, a exploração da mídia no caso da ocupação das fazendas controladas irregularmente pela Cutrale e a instauração da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) contra o Movimento. Assinam o texto: Antonio Candido, Luis Fernando Veríssimo,Emir Sader, Eduardo Galeano (uruguaio), Ignácio Ramonet (espanhol), Michael Lowy (francês), Boaventura de Souza Santos (português), entre outros.

A adesão ao manifesto é opcional. Se você concorda com a causa e quiser assinar ou ter acesso ao manifesto, clique aqui.

ENCONTRO DO MOVIMENTO 27 DE MARÇO E DA RODA DO FOMENTO

Dia 4 de novembro, às 20h, no Teatro Coletivo.

Pautas: SATED; Conferências Estaduais; Roda do Fomento (sobre a destinação da verba "restante" do programa).

É muito importante que venham representantes de todos os grupos.

Local: R. da Consolação, 1623. Informações: (11) 3255-5922 / 8121-0870.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Moção para a II Conferência Municipal de Cultura

Moção lida publicamente na presença da Cecília (Representante do Ministério da Cultura e do Secretário de Cultura de São Paulo Augusto Calil) na II Conferência Municipal de Cultura da Cidade de São Paulo.

Moção para a II Conferência Municipal de Cultura

Movimento 27 de Março

Poucos homens atingem seu tempo!

Pode um homem contemporâneo perceber o que está acontecendo de realmente importante em sua época? Às vezes, o que tem de importante não aparece no momento em que ocorre. É preciso que muitos outros também reconheçam aquilo como importante e, para isso, precisam saber, ter acesso àquilo que se diz importante.

A II Conferência Municipal de Cultura da cidade de São Paulo foi pensada e construída pela Prefeitura Municipal de São Paulo sem o tempo e os cuidados necessários. Isso tem conseqüências!

Sob pena de ficar fora do Sistema Nacional de Cultura, dos benefícios da PEC 150 e das parcerias propostas pelo governo federal, através de leis que hoje tramitam no Congresso Nacional, assumiu a realização da Conferência e convidou para a empreitada algumas entidades representativas dos trabalhadores da cultura da cidade.

Triste resultado!

A política da fome a que somos submetidos escancara suas fraquezas.

Qual é a história da Conferência Municipal de Cultura?

A I Conferência aconteceu em maio de 2004, foi precedida por duas pré-conferências em que participaram instituições que atuam no campo da cultura e nove pré-conferências territoriais, ocorridas nas mais diversas regiões da cidade. Milhares de pessoas se envolveram num debate democrático que levava o sonho de orientar, dar rumos à política cultural do município, a partir de necessidades reais. Foi nessa conferência que se consolidou o Conselho Municipal de Cultura, antiga reivindicação dos movimentos sociais. Este Conselho foi desativado desde que o atual secretário de cultural está no cargo. Naquele momento, conseguíamos perceber a importância do nosso gesto no sentido de construir uma cidade mais justa. Pensávamos que havíamos construído uma estrutura sólida que garantiria a continuidade do processo, mas não foi isso que aconteceu.

A II Conferência Municipal de Cultura desconsiderou toda esta rica história! Desrespeitou todas as discussões anteriores e os avanços porque pensa o mundo a partir de uma lógica míope e pragmática de mercado.

A Comissão Organizadora estabeleceu o limite de 650 participantes que poderiam se inscrever pela internet. Encerrou as inscrições antes do prazo definido por ela mesmo, e o resultado foi participação reduzida que tivemos.

As sugestões dos grupos de trabalho (que se formaram de maneira improvisada), foram repetidamente recusadas pelo secretário. Para corresponder às rígidas estruturas propostas pelo governo federal foram convidados debatedores “sob medida”, desrespeitando uma saudável e necessária pluralidade de opiniões. A coordenação dos trabalhos, em parte feita pelo próprio secretário, foi, em muitos momentos, autoritária, resultado do seu descontentamento com a obrigação de realizar esta tarefa democrática.

A escolha do local da Conferência, o Parque de Convenções do Anhembi, também parece ter sido “sob medida”. O acesso é difícil para aqueles que precisam ou optam pelo transporte coletivo. Os preços, da lanchonete ao estacionamento, são fora da realidade dos trabalhadores da cultura. A divulgação da Conferência, dada a importância e o tamanho da cidade de São Paulo, foi largamente insuficiente.

Esta Conferência foi um triste caldeirão com caldo amargo, onde o tempero principal foi a frustração. Os desejos de coletivos culturais, reprimidos durante cinco anos, foram condenados ao silêncio.

Recusamos a chantagem a que estamos sendo submetidos: aceitar ou... aceitar este estado de coisas. Repudiamos com veemência a organização e a condução dos trabalhos desta conferência!

Dois dias de trabalho simplesmente para votar o regimento. E o tempo para as dicussões diminuído drasticamente.

Pela investigação e pela análise do mundo objetivo, nossa arte pode contribuir para a mudança de consciência no nosso país, mas o poder público não pensa assim.

É preciso mostrar a necessidade de transformar a sociedade atual, é necessário mostrar a possibilidade dessa mudança e os meios para mudá-la.

Esta é uma Moção de Repúdio a todos os atos inconseqüentes promovidos na preparação e na execução da II Conferência Municipal de Cultura. Repúdio a todas as manobras, repúdio às palavras ríspidas, ao desrespeito aos movimentos organizados.

Trabalhadoras e trabalhadores em cultura da cidade de São Paulo

M27M

25 de outubro de 2009

Assinam também essa moção:

Fórum H2O Municipal SP

Associação de Arte artesanato e Cultura Karl

Roda do Fomento

APOESP (Aposentados Sub-Sede Norte) Movimento MMC

Mobilização Dança

Movimento Negro Gilson Negão

Arte pela Barbárie

Congresso Cultural de República do Brasil África Sustentável

Instituto CECAP Centro de Cultura Artística Popular

CNAB – Congresso Nacional Afro Brasileiro

Primado do Brasil Umbanda e Candomblé

Instituto Oromilade

CENARAB

Flo-Friendes Of Life Organization

AMEJAEB – Entidade Social (Dirce Lua)

GRCES – Academia Saída Frente (Dirce Lua)

Goteira Esporte Clube (Butantã)

_________

Segue texto do Marcelino Freire para reflexão:


TEXTO: DA PAZ

por Marcelino Freire *

Eu não sou da paz.

Não sou mesmo não. Não sou. Paz é coisa de rico. Não visto camiseta nenhuma, não, senhor. Não solto pomba nenhuma, não, senhor. Não venha me pedir para eu chorar mais. Secou. A paz é uma desgraça.

Uma desgraça.

Carregar essa rosa. Boba na mão. Nada a ver. Vou não. Não vou fazer essa cara. Chapada. Não vou rezar. Eu é que não vou tomar a praça. Nessa multidão. A paz não resolve nada. A paz marcha. Para onde marcha? A paz fica bonita na televisão. Viu aquele ator?

Se quiser, vá você, diacho. Eu é que não vou. Atirar uma lágrima. A paz é muito organizada. Muito certinha, tadinha. A paz tem hora marcada. Vem governador participar. E prefeito. E senador. E até jogador. Vou não.

Não vou.

A paz é perda de tempo. E o tanto que eu tenho para fazer hoje. Arroz e feijão. Arroz e feijão. Sem contar a costura. Meu juízo não está bom. A paz me deixa doente. Sabe como é? Sem disposição. Sinto muito. Sinto. A paz não vai estragar o meu domingo.

A paz nunca vem aqui, no pedaço. Reparou? Fica lá. Está vendo? Um bando de gente. Dentro dessa fila demente. A paz é muito chata. A paz é uma bosta. Não fede nem cheira. A paz parece brincadeira. A paz é coisa de criança. Tá uma coisa que eu não gosto: esperança. A paz é muito falsa. A paz é uma senhora. Que nunca olhou na minha cara. Sabe a madame? A paz não mora no meu tanque. A paz é muito branca. A paz é pálida. A paz precisa de sangue.

Já disse. Não quero. Não vou a nenhum passeio. A nenhuma passeata. Não saio. Não movo uma palha. Nem morta. Nem que a paz venha aqui bater na minha porta. Eu não abro. Eu não deixo entrar. A paz está proibida. A paz só aparece nessas horas. Em que a guerra é transferida. Viu? Agora é que a cidade se organiza. Para salvar a pele de quem? A minha é que não é. Rezar nesse inferno eu já rezo. Amém. Eu é que não vou acompanhar andor de ninguém. Não vou. Não vou.

Sabe de uma coisa: eles que se lasquem. É. Eles que caminhem. A tarde inteira. Porque eu já cansei. Eu não tenho mais paciência. Não tenho. A paz parece que está rindo de mim. Reparou? Com todos os terços. Com todos os nervos. Dentes estridentes. Reparou? Vou fazer mais o quê, hein?

Hein?

Quem vai ressuscitar meu filho, o Joaquim? Eu é que não vou levar a foto do menino para ficar exibindo lá embaixo. Carregando na avenida a minha ferida. Marchar não vou, ao lado de polícia. Toda vez que vejo a foto do Joaquim, dá um nó. Uma saudade. Sabe? Uma dor na vista. Um cisco no peito. Sem fim. Ai que dor! Dor. Dor. Dor.

A minha vontade é sair gritando. Urrando. Soltando tiro. Juro. Meu Jesus! Matando todo mundo. É. Todo mundo. Eu matava, pode ter certeza. A paz é que é culpada. Sabe, não sabe?

A paz é que não deixa.

domingo, 25 de outubro de 2009

Próximo Encontro do Movimento 27 de Março

Dia 27 de outubro, às 20h, no Teatro Coletivo.

Pauta: Políticas públicas para a cultura e carta de princípios, que deverá ser construída coletivamente a partir de três pontos: contra a privatização da cultura, mais verba pública direto para a cultura! Apoio ao PEC 150 que destina para a cultura o mínimo de 2% do orçamento da União, 1,5% dos Estados e 1% dos Municípios. E políticas públicas para cultura como direito e não privilégio.

Local: R. da Consolação, 1.623. Informações: (11) 3255-5922 / 8121-0870.

sábado, 24 de outubro de 2009

CARTA DO M27M PARA A II CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE CULTURA

Trabalhadores e fazedores culturais da cidade de São Paulo,

Nós, do Movimento 27 de março, que ocupamos o prédio da Funarte no dia do teatro deste ano para barrar a privatização da cultura, lutando contra a renúncia fiscal mantida na “nova lei Rouanet”, então o Profic, queremos conversar com vocês.

Sabemos que é difícil, num mundo tão individualizado e embrutecido, a gente parar, conversar, falar e ouvir nossos companheiros, pessoas que muitas vezes têm opiniões diferentes da nossa e, juntos, atentar mais para os pontos que nos unem do que para aqueles que nos separam.

Nosso Movimento é “filho” de outros tantos movimentos de artistas, sobretudo dos trabalhadores de teatro, que se reuniram no Arte contra a barbárie, no Redemoinho e na Roda do Fomento.

Queremos provocar o nascimento de novas idéias para criar situações novas.

Para nós a arte tem uma função fundamental na sociedade e tem relação com todos os campos da vida social. Por isso lutamos contra toda forma de privatização da arte e da cultura.

O mundo não é uma mercadoria!

Se hoje parece “natural” que produções com características estéticas voltadas apenas para garantir a audiência dos anúncios comerciais do intervalo, sejam consideradas arte, para nós o dinheiro que financia tais produções também interfere nas suas “liberdades” artísticas. A privatização da arte e da cultura, através do financiamento das empresas privadas ou de leis de renúncia fiscal que seguem a mesma lógica do mercado, deve ser por nós combatidos em todas as escalas.

A Lei Rouanet, principal política pública para a cultura do Brasil, foi criada em 1992 e baseia-se na renúncia fiscal como forma de incentivo à cultura. Nesse tipo de “incentivo”, a decisão do destino do investimento em cultura é feita pela empresa privada. É ela quem direciona seu imposto para o projeto cultural que lhe parecer melhor e, na maioria dos casos, significa mais rentável, ou o que dá mais “visibilidade”. A lei Rouanet, bem como todas as outras leis que promovem a cultura através da isenção fiscal, também seguem a mesma lógica de entender arte como mercadoria.

O Movimento 27 de Março vê no Manifesto do Movimento Arte contra a Barbárie pertinência e atualidade:

“É inaceitável a mercantilização imposta à Cultura no país, na qual predomina uma política de eventos.”

“Sua condição atual reflete uma situação social e política grave!”

“A produção, circulação e fruição dos bens culturais é um direito constitucional, que não tem sido respeitado.”

“A atual política oficial, que transfere a responsabilidade do fomento à produção cultural para a iniciativa privada, mascara a omissão que transforma os órgãos públicos em meros intermediários de negócios.”

Queremos uma política pública para a cultura que contemple vários programas com recursos orçamentários próprios e regras democráticas, estabelecidas em lei como política de Estado e não ações de governo. As parcerias propostas entre o público (Estado) e o privado (PPP - Mercado), bem como a Economia Criativa e a sustentabilidade dos projetos nos impõe uma lógica de mercado que não podemos atender. Não produzimos lucro (mais valia), então, de onde vem esse dinheiro para sermos sustentáveis?

Não haverá transformação cultural enquanto as ações humanas forem organizadas pela lógica da eficácia mercantil e a cidadania for construída na perspectiva do consumo.

Uma comparação. A função da saúde, da educação e das políticas públicas nestas áreas não é fabricar dinheiro nem dar emprego para médicos, enfermeiros, professores. Da mesma forma, a arte, a cultura, o teatro e respectivas políticas públicas não podem ser encarados como fábricas de valor e empregos. Critérios como lucro, auto-sustentabilidade, produto, serviços, etc., etc., são, no mínimo, deslocados ou secundários para discutir uma política cultural.

A II Conferência Municipal de Cultura foi chamada de uma forma burocrática, o famoso “de cima pra baixo”. Reconhecemos esse espaço como um espaço de discussão da cultura, conquista de diversos movimentos culturais da cidade, como forma de relação social, mas combatemos duramente a forma como foi construída: sem debate político, sem construção horizontal e sem envolvimento prévio dos coletivos e movimentos organizados. E, por fim, de difícil acesso em todos os sentidos!

Acreditamos que a reabertura do Conselho Municipal de Cultura deva trazer mais atualizada a agenda de lutas dos movimentos.

Por isso, escrevemos essa carta, para convidá-los a aprofundar as discussões sobre cultura e arte em um encontro com o M27M. Não queremos nos acomodar e conviver de forma pacífica com o atraso que a não ação promove.

Queremos fazer esse chamado para a construção coletiva de uma Carta de Princípios de um possível “novo” movimento a partir dos três pontos a seguir:

- contra a privatização da cultura! Mais verba pública direto para a cultura!

- apoio ao PEC 150 que destina para a cultura o mínimo de 2% do orçamento da União, 1,5% dos Estados e 1% dos Municípios.

- políticas públicas para cultura como direito e não privilégio. Cultura para todos!

Não idealizamos a perfeição dos movimentos sociais, queremos é a imperfeição humana exposta nas discussões de companheiros que se dispõem à ação conjunta e ainda acreditam que a luta transforma a vida.

Saudações fraternas, Movimento 27 de Março.

Próxima reunião:

DIA 27 de outubro (Terça-feira) às 20h no Teatro Coletivo

Local: Rua: Da Consolação, 1.623.

Informações: (11) 3255-5922 / 8121-0870.

Pauta: Políticas públicas para a cultura e carta de princípios.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

FORMAÇÃO

Reunião para a discussão:

"As Cinco Dificuldades para Dizer a Verdade", de Bertold Brecht, será discutido no dia 20/10 - no Teatro Coletivo às 20hs.

Nesta mesma data será apresentada proposta de cronograma de formação, responsável Marcio Boaro.

Contamos com a presença de todos!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

ENCONTRO DA RODA DO FOMENTO E MOVIMENTO 27 DE MARÇO

Dia 10/09 - Quinta-feira às 20hs no Espaço Cultural Pyndorama

Pautas: Fusão da Roda e o M27, Construção do Manifesta Fomento e debate sobre o texto: “As cinco dificuldades para se escrever a verdade”.

Espaço Cultural Pyndorama

Rua Turiaçu, 481 – Perdizes (Próximo ao metrô Barra Funda).
Telefone: 3871-0373 / 8121-0870.  

CONVOCAÇÃO AOS TRABALHADORES DO TEATRO PARA A CONSTRUÇÃO DO MANIFESTA FOMENTO

No ano de 2006 a Roda do Fomento foi procurada pelo Sr. Rubens de Moura, então Diretor do DEC (Depto. De Expansão Cultural) órgão que gere a Lei de Fomento ao Teatro, para promover um seminário conjunto, algo que tinha sido até aquele momento nosso desejo. Recursos da secretaria e não da Lei foram disponibilizados para isso, como não havia tempo hábil para a construção desse seminário a Roda do Fomento optou em fazer uma confraternização para troca de informações sobre o processo de criação entre as cias. fomentadas que foi chamado de Manifesta-Fomento.

No começo deste ano procuramos a nova diretora do DEC Senhora Branca Ruiz para conversar sobre alguns compromissos assumidos pelo diretor anterior conosco e nosso desejo de implementar algumas dessas ações com formato e conteúdo decididos pela roda. A Secretaria nos procurou por e-mail nesse começo de mês disponibilizando o valor de R$ 20.000,00 para pessoa física e R$ 80.000,00 pessoa jurídica para a construção do Manifesta-Fomento II, com o objetivo de promover a troca de experiências entre os grupos fomentados, a demonstração de seus processos de criação, debates sobre questões da categoria, confraternização, etc., no sentido de dar visibilidade a Lei. Esse valor disponibilizado está de acordo com o artigo 2 da Lei de fomento parágrafo 1.

Portanto, convocamos então toda a categoria para trazer propostas no sentido de construir esse ato ou até negá-lo.

Acessem:

Blog da Roda do Fomento: http://rodadofomento.blogspot.com/

Abaixo-assinado: http://www.petitiononline.com/mov27mar/petition.html

É muito importante que venham representantes de todos os grupos.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

S.O.S. Flávio Império


S.O.S FLÁVIO IMPÉRIO
CONVIDAMOS OS 
GRUPOS TEATRAIS, DE DANÇA E 
MOVIMENTOS ARTISTICOS E CULTURAIS EM GERAL 

A PARTICIPAREM DA AÇÃO S.O.S FLÁVIO IMPÉRIO, EM PROL DA REABERTURA DO TEATRO FLÁVIO IMPÉRIO, LOCALIZADO NA RUA PROFESSOR ALVES PEDROSO, 600, CANGAÍBA/ENGENHEIRO GOULART - PRÓXIMO À ESTAÇÃO DE TREM ENGENHEIRO GOULART.

SERÃO REALIZADOS 4 CORTEJOS
DIAS 20 E 27 DE SETEMBRO
E 04 E 11 DE OUTUBRO

 
DIA 13 DE SETEMBRO ÀS 11HS NO TEATRO DO CEU TIQUATIRA FAREMOS UMA REUNIÃO COM OS GRUPOS E ARTISTAS INTERESSADOS PELA CAUSA

PAUTA: 
ORGANIZAÇÃO DO CORTEJO
CONTAMOS COM O APOIO DE TODOS! 


CEU TIQUATIRA
AVENIDA ELIZABETH ROBIANO COM RUA KAMPALA, PENHA, ZONA LESTE.


O QUE É S.O.S. FLÁVIO IMPÉRIO?
ESSA AÇÃO VISA A OCUPAÇÃO ARTÍSTICA DE ESPAÇOS PÚBLICOS CONVENCIONAIS E NÃO CONVENCIONAIS COM INTUITO DE PRESSIONAR AS AUTORIDADES E ENVOLVER A POPULAÇÃO. 

O ESPAÇO EM QUESTÃO ESTÁ INTERDITADO A QUATRO ANOS SOB A ALEGAÇÃO DE REFORMA. CASO A SOCIEDADE CIVIL, SOBRETUDO A CLASSE ARTÍSTICA LOCAL, NÃO SE MANIFESTE, ELE CONTINUARÁ INTERDITADO E PERDERÁ A SUA FUNÇÃO DE EQUIPAMENTO CULTURAL. SAIBA MAIS NO BLOG: 
www.acaososflavioimperio.blogspot.com


CORTEJO
S.O.S FLÁVIO IMPÉRIO

CONVIDAMOS TODOS A PARTICIPAREM DOS CORTEJOS EM PROL DA REABERTURA DO TEATRO FLÁVIO IMPÉRIO, LOCALIZADO NA RUA PROFESSOR ALVES PEDROSO, 600, CANGAIBA/ ENGENHEIRO GOULART - PRÓXIMO À ESTAÇÃO DE TREM ENGENHEIRO GOULART.

AS DATAS DO CORTEJO SÃO:

20 DE SETEMBRO
27 DE SETEMBRO
04 DE OUTUBRO
11 DE OUTUBRO


TODOS NO DOMINGO A PARTIR DAS 13H.


A CONCENTRAÇÃO INICIAL SERÁ NA ENTRADA DO TEATRO E APÓS O CORTEJO, NESSE MESMO LOCAL, ACONTECERÁ PEQUENAS APRESENTAÇÕES TEATRAIS DOS GRUPOS PARTICIPANTES.

CONTRIBUA COM A REABERTURA DESSE ESPAÇO PÚBLICO ASSINANDO O ABAIXO-ASSINADO QUE SERÁ PASSADO DURANTE O CORTEJO.

CONTAMOS COM A PRESENÇA DE TODOS!

ATÉ LÁ! 

Mais info pelo Blog
http://acaososflavioimperio.blogspot.com

ENCONTROS DA RODA DO FOMENTO E DO MOVIMENTO 27 DE MARÇO

Dia 10 de setembro, às 20h, o encontro acontece no Espaço Cultural Pyndorama.

Pautas: Fusão da Roda no M27 e debate sobre o texto "As cinco dificuldades para se escrever a verdade".

Local: R. Turiaçu, 481 – Perdizes (Próximo ao metrô Barra Funda).

Informações: (11) 3871-0373 ou 8121-0870.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

"As cinco dificuldades para escrever a verdade" de B. Brecht

Hoje, o escritor que deseje combater a mentira e a ignorância tem de lutar, pelo menos, contra cinco dificuldades. É-lhe necessária a coragem de dizer a verdade, numa altura em que por toda a parte se empenham em sufocá-la; a inteligência de a reconhecer, quando por toda a parte a ocultam; a arte de a tornar manejável como uma arma; o discernimento suficiente para escolher aqueles em cujas mãos ela se tornará eficaz; finalmente, precisa de ter habilidade para difundir entre eles. Estas dificuldades são grandes para os que escrevem sob o jugo do fascismo; aqueles que fugiram ou foram expulsos também sentem o peso delas; e até os que escrevem num regime de liberdades burguesas não estão livres da sua ação.

1- A CORAGEM DE DIZER A VERDADE


É evidente que o escritor deve dizer a verdade, não a calar nem a abafar, e nada escrever contra ela. É sua obrigação evitar rebaixar-se diante dos poderosos, não enganar os fracos, naturalmente, assim como resistir à tentação do lucro que advém de enganar os fracos. Desagradar aos que tudo possuem equivale a renunciar seja o que for. Renunciar ao salário do seu trabalho equivale por vezes a não poder trabalhar, e recusar ser célebre entre os poderosos é muitas vezes recusar qualquer espécie de celebridade. Para isso precisa-se de coragem. As épocas de extrema opressão costumam ser também aquelas em que os grandes e nobres temas estão na ordem do dia. Em tais épocas, quando o espírito de sacrifício é exaltado ruidosamente, precisa o escritor de muita coragem para tratar de temas tão mesquinhos e tão baixos como a alimentação dos trabalhadores e o seu alojamento.

Quando os camponeses são cobertos de honrarias e apontados como exemplo, é corajoso o escritor que fala da maquinaria agrícola e dos pastos baratos que aliviariam o tão exaltado trabalho dos campos. Quando todos os alto-falantes espalham aos quatro ventos que o ignorante vale mais do que o instruído, é preciso coragem para perguntar: vale mais por quê? Quando se fala de raças nobres e de raças inferiores, é corajoso o que pergunta se a fome, a ignorância e a guerra não produzem odiosas deformidades. É igualmente necessária coragem para se dizer a verdade a nosso próprio respeito, sobre os vencidos que somos. Muitos perseguidos perdem a faculdade de reconhecer as suas culpas. A perseguição parece-lhes uma monstruosa injustiça. Os perseguidores são maus, dado que perseguem, e eles, os perseguidos, são perseguidos por causa da sua virtude. Mas essa virtude foi esmagada, vencida, reduzida à impotência. Bem fraca virtude ela era! Má, inconsistente e pouco segura virtude, pois não é admissível aceitar a fraqueza da virtude como se aceita a umidade da chuva. É necessária coragem para dizer que os bons não foram vencidos por causa da sua virtude, mas antes por causa da sua fraqueza. A verdade deve ser mostrada na sua luta com a mentira e nunca apresentada como algo de sublime, de ambíguo e de geral; este estilo de falar dela convém justamente à mentira. Quando se afirma que alguém disse a verdade é porque houve outros, vários, muitos ou um só, que disseram outra coisa, mentiras ou generalidades, mas aquele disse a verdade, falou em algo de prático, concreto, impossível de negar, disse a única coisa que era preciso dizer.

Não se carece de muita coragem para deplorar em termos gerais a corrupção do mundo e para falar num tom ameaçador, nos lugares onde a coisa ainda é permitida, da desforra do Espírito. Muitos simulam a bravura como se os canhões estivessem apontados sobre eles; a verdade é que apenas servem de mira a binóculos de teatro. Os seus gritos atiram algumas vagas e generalizadas reivindicações, à face dum mundo onde as pessoas inofensivas são estimadas. Reclamam em termos gerais uma justiça para a qual nada contribuem, apelam pela liberdade de receber a sua parte dum espólio que sempre têm partilhado com eles. Para esses, a verdade tem de soar bem. Se nela só há aridez, números e fatos, se para a encontrar forem precisos estudos e muito esforço, então essa verdade não é para eles, não possui a seus olhos nada de exaltante. Da verdade, só lhes interessa o comportamento exterior que permite clamar por ela. A sua grande desgraça é não possuírem a mínima noção dela.

2- A INTELIGÊNCIA DE RECONHECER A VERDADE

Como é difícil dizer a verdade, já que por toda a parte a sufocam, dizê-la ou não parece à maioria uma simples questão de honestidade. Muitas pessoas pensam que quem diz a verdade só precisa de coragem. Esquecem a segunda dificuldade, a que consiste em descobri-la. Não se pode dizer que seja fácil encontrar a verdade.

Em primeiro lugar, já não é fácil descobrir qual verdade merece ser dita. Hoje, por exemplo, as grandes nações civilizadas vão soçobrando uma após outra na pior das barbáries diante dos olhos pasmados do universo. 

Acresce ainda o fato de todos sabermos que a guerra interna, dispondo dos meios mais horríveis, pode transformar-se dum momento para o outro numa guerra exterior que só deixará um montão de escombros no sitio onde outrora havia o nosso continente. Esta é uma verdade que não admite dúvidas, mas é claro que existem outras verdades. Por exemplo: não é falso que as cadeiras sirvam para a gente se sentar e que a chuva caia de cima para baixo. Muitos poetas escrevem verdades deste gênero. Assemelham-se a pintores que esboçassem naturezas mortas a bordo dum navio em risco de naufragar. A primeira dificuldade de que falamos não existe para eles e, contudo, têm a consciência tranqüila. "Esgalham" o quadro num desprezo soberano pelos poderosos, mas também sem se deixarem impressionar pelos gritos das vítimas. O absurdo do seu comportamento engendra neles um "profundo" pessimismo que se vende bem; os outros é que têm motivos para se sentirem pessimistas ao verem o modo como esses mestres se vendem. Já nem sequer é fácil reconhecer que as suas verdades dizem respeito ao destino das cadeiras e ao sentido da chuva: essas verdades soam normalmente de outra maneira, como se estivessem relacionadas com coisas essenciais, pois o trabalho do artista consiste justamente em dar um ar de importância aos temas de que trata.

Só olhando os quadros de muito perto é que podemos discernir a simplicidade do que dizem: "Uma cadeira é uma cadeira" e "Ninguém pode impedir a chuva de cair de cima para baixo". As pessoas não encontram ali a verdade que merece a pena ser dita.

Alguns se consagram verdadeiramente às tarefas mais urgentes, sem medo aos poderosos ou à pobreza, e, no entanto, não conseguem encontrar a verdade. Faltam-lhe conhecimentos. As velhas superstições não os largam, assim como os preconceitos ilustres que o passado freqüentemente revestiu de uma forma bela. Acham o mundo complicado em demasia, não conhecem os dados nem distinguem as relações. A honestidade não basta; são precisos conhecimentos que se podem adquirir e métodos que se podem aprender. Todos os que escrevem sobre as complicações desta época e sobre as transformações que nela ocorrem necessitam de conhecer a dialética materialista, a economia e a história. Estes conhecimentos podem adquirir-se nos livros e através da aprendizagem prática, por mínima que seja a vontade necessária. Muitas verdades podem ser encontradas com a ajuda de meios bastante mais simples, através de fragmentos de verdades ou dos dados que conduzem à sua descoberta. Quando se quer procurar, é conveniente ter-se um método, mas também se pode encontrar sem método e até sem procura. Contudo, através dos diversos modos como o acaso se exprime, não se pode esperar a representação da verdade que permite aos homens saber como devem agir. As pessoas que só se empenham em anotar os fatos insignificantes são incapazes de tornar manejáveis as coisas deste mundo. O objetivo da verdade é uno e indivisível. As pessoas que apenas são capazes de dizer generalidades sobre a verdade não estão à altura dessa obrigação.

Se alguém está pronto a dizer a verdade e é capaz de a reconhecer, ainda tem de vencer três dificuldades.

3- A ARTE DE TORNAR A VERDADE MANEJÁVEL COMO UMA ARMA


O que torna imperiosa a necessidade de dizer a verdade são as conseqüências que isso implica no que diz respeito à conduta prática. Como exemplo de verdade inconseqüente ou de que se poderão tirar conseqüências falsas, tomemos o conceito largamente difundido, segundo o qual em certos países reina um estado de coisas nefasto, resultante da barbárie. Para esta concepção, o fascismo é uma vaga de barbárie que alagou certos países com a violência de um fenômeno natural.

Os que assim pensam, entendem o fascismo como um novo movimento, uma terceira força justaposta ao capitalismo e ao socialismo (e que os domina). Para quem partilha esta opinião, não só o movimento socialista, mas também o capitalismo teriam podido, se não fosse o fascismo, continuar a existir, etc. Naturalmente que se trata de uma afirmação fascista, de uma capitulação perante o fascismo. O fascismo é uma fase histórica na qual o capitalismo entrou; por conseqüência, algo de novo e ao mesmo tempo de velho. Nos países fascistas, a existência do capitalismo assume a forma do fascismo, e não é possível combater o fascismo senão enquanto capitalismo, senão enquanto forma mais nua, mais cínica, mais opressora e mais mentirosa do capitalismo.

Como se poderá dizer a verdade sobre o fascismo que se recusa, se quem diz essa verdade se abstém de falar contra o capitalismo que engendra o fascismo? Qual será o alcance prático dessa verdade?

Aqueles que estão contra o fascismo sem estar contra o capitalismo, que choramingam sobre a barbárie causada pela barbárie, assemelham-se a pessoas que querem receber a sua fatia de assado de vitela, mas não querem que se mate a vitela. Querem comer vitela, mas não querem ver sangue. Para ficarem contentes, basta que o magarefe lave as mãos antes de servir a carne. Não são contra as relações de propriedade que produzem a barbárie, mas são contra a barbárie.

As recriminações contra as medidas bárbaras podem ter uma eficácia episódica, enquanto os auditores acreditarem que semelhantes medidas não são possíveis na sociedade onde vivem. Certos países gozam do raro privilégio de manter relações de propriedade capitalistas por processos aparentemente menos violentos. A democracia ainda lhes presta os serviços que noutras partes do mundo só podem ser prestados mediante o recurso à violência, quer dizer, aí a democracia chega para garantir a propriedade privada dos meios de produção. O monopólio das fábricas, das minas, dos latifúndios gera em toda a parte condições bárbaras; digamos que em alguns lugares a democracia torna essas condições menos visíveis. A barbárie torna-se visível logo que o monopólio já só pode encontrar proteção na violência nua.

Certas nações que conseguem preservar os monopólios bárbaros sem renunciar às garantias formais do direito, nem a comodidades como a arte, a filosofia, a literatura, acolhem carinhosamente os hóspedes cujos discursos procuram desculpar o seu país natal de ter renunciado a semelhantes confortos: tudo isso lhes será útil nas guerras vindouras. É licito dizer-se que reconheceram a verdade, aqueles que reclamam a torto e a direito uma luta sem quartel contra a Alemanha, apresentada como verdadeira pátria do mal da nossa época, sucursal do inferno, caverna do Anticristo? Desses, não será exagerado pensar que não passam de impotentes e nefastos imbecis, já que a conclusão do seu blá-blá-blá aponta para a destruição desse país inteiro e de todos os seus habitantes (o gás asfixiante, quando mata, não escolhe os culpados).

O homem frívolo, que não conhece a verdade, exprime-se através de generalidades, em termos nobres e imprecisos. Encanta-o perorar sobre "os" alemães ou lançar-se em grandes tiradas sobre "o" Mal, mas a verdade é que nós, aqueles a quem o homem frívolo fala, ficamos embaraçados, sem saber que fazer de semelhantes ditames. Afinal de contas, o nosso homem decidiu deixar de ser alemão? E lá por ele ser bom, o inferno vai desaparecer? São desta espécie as grandes frases sobre a barbárie. Para os seus autores, a barbárie vem da barbárie e desaparece graças à educação moral que vem da educação. Que miséria a destas generalidades, que não visam qualquer aplicação prática e, no fundo, não se dirigem a ninguém.

Não nos admiremos que se digam de esquerda, "mas" democratas, os que só conseguem elevar-se a tão fracas e improfícuas verdades. A "esquerda democrática" é outra destas generalidades-álibis onde correm a acoitarem-se as pessoas inconseqüentes, isto é, os incapazes de viver até as últimas conseqüências as verdades que quer a esquerda, quer a democracia contêm. Reclamar-se alguém da "esquerda democrática" significa, em termos práticos, que pertence ao grupo dos ineptos para revolucionar ou conservar as coisas, ao clã dos generalistas da verdade.

Não é a mim, fugido da Alemanha com a roupa que tinha no corpo, que me vão apresentar o fascismo como uma espécie de força motriz natural impossível de dominar. A obscuridade dessas descrições esconde as verdadeiras forças que produzem as catástrofes. Um pouco de luz, e logo se vê que são homens a causa das catástrofes. Pois é, amigos: vivemos num tempo em que o homem é o destino do homem.

O fascismo não é uma calamidade natural, que se possa compreender a partir da "natureza" humana. Mas mesmo confrontados com catástrofes naturais, há um modo de descrevê-las digno do homem, um modo que apela para as suas qualidades combativas.

O cronista de grandes catástrofes como o fascismo e a guerra (que não são catástrofes naturais) deve elaborar uma verdade praticável, mostrar as calamidades que os que possuem os meios de produção infligem às massas imensas dos que trabalham e não os possuem.

Se se pretende dizer eficazmente a verdade sobre um mau estado de coisas, é preciso dizê-la de maneira que permita reconhecer as suas causas evitáveis. Uma vez reconhecidas as causas evitáveis, o mau estado de coisas pode ser combatido.

4- DISCERNIMENTO SUFICIENTE PARA ESCOLHER OS QUE TORNARÃO A VERDADE EFICAZ


Tirando ao escritor a preocupação pelo destino dos seus textos, as tradições seculares do comércio da coisa escrita no mercado das opiniões deram-lhe a impressão de que a sua missão terminava logo que o intermediário, cliente ou editor, se encarregava de transmitir aos outros a obra acabada. O escritor pensava: falo e ouve-me quem me quiser ouvir. Na verdade, ele falava e quem podia pagar ouvia-o. Nem todos ouviam as suas palavras, e os que as ouviam não estavam dispostos a ouvir tudo o que se lhes dizia. Tem-se falado muito desta questão, mas mesmo assim ainda não chega o que se tem dito: limitar-me-ei aqui a acentuar que "escrever a alguém" tornou-se pura e simplesmente "escrever". Ora não se pode escrever a verdade e basta: é absolutamente necessário escrevê-la a "alguém" que possa tirar partido dela. O conhecimento da verdade é um processo comum aos que lêem e aos que escrevem. Para dizer boas coisas, é preciso ouvir bem e ouvir boas coisas. A verdade deve ser pesada por quem a diz e por quem a ouve. E para nós que escrevemos, é essencial saber a quem a dizemos e quem no-la diz.

Devemos dizer a verdade sobre um mau estado de coisas àqueles que o consideram o pior estado de coisas, e é desses que devemos aprender a verdade. Devemos não só dirigir-nos às pessoas que têm uma certa opinião, mas também aos que ainda a não têm e deviam tê-la, ditada pela sua própria situação. Os nossos auditores transformam-se continuamente! Até se pode falar com os próprios carrascos quando o prêmio dos enforcamentos deixa de ser pago pontualmente ou o perigo de estar com os assassinos se torna muito grande. Os camponeses da Baviera não costumam querer nada com revoluções, mas quando as guerras duram demais e os seus filhos, no regresso, não arranjam trabalho nas quintas, tem sido possível ganhá-los para a revolução.

Para quem escreve, é importante saber encontrar o tom da verdade. Um acento suave, lamentoso, de quem é incapaz de fazer mal a uma mosca, não serve. Quem, estando na miséria, ouve tais lamúrias, sente-se ainda mais miserável. Em nada o anima a cantilena dos que, não sendo seus inimigos, não são certamente seus companheiros de luta. A verdade é guerreira, não combate só a mentira, mas certos homens bem determinados que a propagam.

5- HABILIDADE PARA DIFUNDIR A VERDADE


Muitos, orgulhosos de ter a coragem de dizer a verdade, contentes por a terem encontrado, porventura fatigados com o esforço necessário para lhe dar uma forma manejável, aguardam impacientemente que aqueles cujos interesses defendem a tomem em suas mãos e consideram desnecessário o uso de manhas e estratagemas para a difundir. Freqüentemente, é assim que perdem todo o fruto do seu trabalho. Em todos os tempos, foi necessário recorrer a "truques" para espalhar a verdade, quando os poderosos se empenhavam em abafá-la e ocultá-la. Confúcio falsificou um velho calendário histórico nacional, apenas lhe alterando algumas palavras. Quando o texto dizia: "o senhor de Kun condenou à morte o filósofo Wan por ter dito frito e cozido", Confúcio substituía "condenou à morte" por "assassinou". Quando o texto dizia que o Imperador Fulano tinha sucumbido a um atentado, escrevia "foi executado". Com este processo, Confúcio abriu caminho a uma nova concepção da história.

Na nossa época, aquele que em vez de "povo", diz "população", e em lugar de terra", fala de "latifúndio", evita já muitas mentiras, limpando as palavras da sua magia de pacotilha. A palavra "povo" exprime uma certa unidade e sugere interesses comuns; a "população" de um território tem interesses diferentes e opostos. Da mesma forma, aquele que fala em "terra" e evoca a visão pastoral e o perfume dos campos favorece as mentiras dos poderosos, porque não fala do preço do trabalho e das sementes, nem no lucro que vai parar aos bolsos dos ricaços das cidades e não aos dos camponeses que se matam a tornar fértil o "paraíso". "Latifúndio" é a expressão justa: torna a aldrabice menos fácil. Nos lugares onde reina a opressão, deve-se escolher, em vez de "disciplina", a palavra "obediência", já que mesmo sem amos e chefes a disciplina é possível, e caracteriza-se portanto por algo de mais nobre que a obediência. Do mesmo modo, "dignidade humana" vale mais do que "honra": com a primeira expressão o indivíduo não desaparece tão facilmente do campo visual; por outro lado, conhece-se de ginjeira o gênero de canalha que costuma apresentar-se para defender a honra de um povo, e com que prodigalidade os gordos desonrados distribuem "honrarias" pelos famélicos que os engordam.

Ao substituir avaliações inexatas de acontecimentos nacionais por notações exatas, o método de Confúcio ainda hoje é aplicável. Lenin, por exemplo, ameaçado pela polícia do czar, quis descrever a exploração e a opressão da ilha Sakalina pela burguesia russa. Substituiu "Rússia" por "Japão" e "Sakalina" por "Coréia". Os métodos da burguesia japonesa faziam lembrar a todos os leitores os métodos da burguesia russa em Sakalina, mas a brochura não foi proibida, porque o Japão era inimigo da Rússia. Muitas coisas que não podem ser ditas na Alemanha a propósito da Alemanha, podem sê-lo a propósito da Áustria. Há muitas maneiras de enganar um Estado vigilante.

Voltaire combateu a fé da Igreja nos milagres, escrevendo um poema libertino sobre a Donzela de Orleans, no qual são descritos os milagres que sem dúvida foram necessários para Joana d'Arc permanecer virgem no exército, na Corte e no meio dos frades.

Pela elegância do seu estilo e a descrição de aventuras galantes inspiradas na vida relaxada das classes dirigentes, levou estas a sacrificar uma religião que lhes fornecia os meios de levar essa vida dissoluta. Mais e melhor deu assim às suas obras a possibilidade de atingir por vias ilegais aqueles a quem eram destinadas. Os poderosos que Voltaire contava entre os seus leitores favoreciam ou toleravam a difusão dos livros proibidos, e desse modo sacrificavam a polícia que protegia os seus prazeres. E o grande Lucrécio sublinha expressamente que, para propagar o ateísmo epicurista confiava muito na beleza dos seus versos.

Não há dúvida de que um alto nível literário pode servir de salvo-conduto à expressão de uma idéia. Contudo, muitas vezes desperta suspeitas. Então, pode ser indicado baixá-lo intencionalmente. É o que acontece, por exemplo, quando sob a forma desprezada do romance policial, se introduz à socapa, em lugares discretos, a descrição dos males da sociedade. O grande Shakespeare baixou o seu nível por considerações bem mais fracas, quando tratou com uma voluntária ausência de vigor o discurso com que a mãe de Coriolano tentou travar o filho, que marchava sobre Roma: Shakespeare pretendia que Coriolano desistisse do seu projeto, não por causa de razões sólidas ou de uma emoção profunda, mas por uma certa fraqueza de caráter que o entregava aos seus velhos hábitos. Encontramos igualmente em Shakespeare um modelo de manhas na difusão da verdade: o discurso de Marco Antônio perante o corpo de César, quando repete com insistência que Brutus, assassino de César, é um homem honrado, descrevendo ao mesmo tempo o seu ato, e a descrição do ato provoca mais impressão que a do autor.

Jonathan Swift propôs numa das suas obras o seguinte meio de garantir o bem-estar da Irlanda: meter em salmoura os filhos dos pobres e vendê-los como carniça no talho. Através de minuciosos cálculos, provava que se podem fazer grandes economias quando não se recua diante de nada. Swift armava voluntariamente em imbecil, defendendo uma maneira de pensar abominável e cuja ignomínia saltava aos olhos de todos. O leitor podia-se mostrar mais inteligente, ou pelo menos mais humano que Swift, sobretudo aquele que ainda não tinha pensado nas conseqüências decorrentes de certas concepções.

São consideradas baixas as atividades úteis aos que são mantidos no fundo da escala: a preocupação constante pela satisfação de necessidades; o desdém pelas honrarias com que procuram engodar os que defendem o país onde morrem de fome; a falta de confiança no chefe quando o chefe nos leva a todos à catástrofe; a falta de gosto pelo trabalho quando ele não alimenta o trabalhador; o protesto contra a obrigação de ter um comportamento de idiotas; a indiferença para com a família, quando de nada serve a gente interessar-se por ela. Os esfomeados são acusados de gulodice; os que não têm nada a defender, de covardia; os que duvidam dos seus opressores, de duvidar da sua própria força; os que querem receber a justa paga pelo seu trabalho, de preguiça, etc.

Numa época como a nossa, os governos que conduzem as massas humanas à miséria, têm de evitar que nessa miséria se pense no governo, e por isso estão sempre a falar em fatalidade. Quem procura as causas do mal, vai parar à prisão antes que a sua busca atinja o governo. Mas é sempre possível opormo-nos à conversa fiada sobre a fatalidade: pode-se mostrar, em todas as circunstâncias, que a fatalidade do homem é obra de outros homens. Até na descrição de uma paisagem se pode chegar a um resultado conforme à verdade, quando se incorporam à natureza as coisas criadas pelo homem.

RECAPITULAÇÃO

A grande verdade da nossa época (só seu conhecimento em nada nos faz avançar, mas sem ela não se pode alcançar nenhuma outra verdade importante) é que o nosso continente se afunda na barbárie porque nele se mantêm pela violência determinadas relações de propriedade dos meios de produção. De que serve escrever frases corajosas mostrando que é bárbaro o estado de coisas em que nos afundamos (o que é verdade), se a razão de termos caído nesse estado não se descortina com clareza? É nossa obrigação dizer que, se se tortura, é para manter as relações de propriedade. Claro que ao dizermos isso perdemos muitos amigos; aqueles que são contra a tortura porque julgam ser possível manter sem ela as relações de propriedade (o que é falso).

Devemos dizer a verdade sobre as condições bárbaras que reinam no nosso país a fim de tornar possível a ação que as fará desaparecer, isto é, que transformará as relações de propriedade.

Devemos dizê-la aos que mais sofrem com as relações de propriedade e estão mais interessados na sua transformação, ou seja: aos operários e aos que podemos levar a aliarem-se com eles, por não serem proprietários dos meios de produção, embora associados aos lucros e benefícios da exploração de quem produz. E, é claro, devemos proceder com astúcia.

Devemos resolver em conjunto, e ao mesmo tempo, estas cinco dificuldades, já que não podemos procurar a verdade sobre condições bárbaras sem pensar nos que sofrem essas condições e estão dispostos a utilizar esse conhecimento. Além disso, temos de pensar em apresentar-lhes a verdade sob uma forma susceptível de se transformar numa arma nas suas mãos, e simultaneamente com a astúcia suficiente para que a operação não seja descoberta e impedida pelo inimigo.

São estas as virtudes exigidas ao escritor empenhado em dizer a verdade.

(*) Texto de 1934

Tradução de Ernesto Sampaio. Publicado no Diário de Lisboa de 25/Abr/82.

Encontros da Roda e Movimento 27 de Março

Dia 03/09 – Quinta-feira às 19h30
Encontro na sede do grupo Dolores Boca Aberta para ver o espetáculo, conversar, festejar e discutir questões do fomento ao teatro (ELABORAÇÃO DO NOVO MANIFESTA FOMENTO).
Rua Frederico Brotero, nº: 60.
Jardim Triana Cidade Patriarca - Contato: 3433-8083
Como chegar: Metrô Patriarca ZL - entre a escola José Bonifácio e o Posto de Saúde. A partir do Metrô Patriarca (Descer rampa sentido Radial. Direita na Av. Cachoeira Paulista. Esquerda na rua Porto da Folha. Direita na Praça Araruva até Av. Patrocinio Paulista. Direita na Rua Tito Novaes e Esquerda na Rua Doutor frederico Brotero que já é a rua do CDC).
Para quem vai de carro - Avenida Estavam Carvalho/Metro Patriarca depois as referencias acima citadas.

Dia 10/09 - Quinta-feira às 20hs
Encontro no Espaço Cultural Pyndorama
Pautas: Fusão da Roda no M27 e debate sobre o texto "As cinco dificuldades para se escrever a verdade" de Bertolt Brecht.
Endereço: Rua Turiaçu, 481 – Perdizes (Próximo ao metrô Barra Funda)
Telefone: 3871-0373 / 8121-0870

Acessem:
Blog da Roda do Fomento:
http://rodadofomento.blogspot.com/
Abaixo-assinado:
http://www.petitiononline.com/mov27mar/petition.html
Blog do Movimento 27 de março:
http://movimento27demarco.blogspot.com/


É muito importante que venham representantes de todos os grupos.

sábado, 22 de agosto de 2009

Encontro Movimento 27 de março e Roda do Fomento (com Iná)

Convidamos a TODOS pra conversar sobre a arte de hoje, qual arte queremos, quais políticas públicas nos atendem e como vamos nos organizar para conquistar tudo isso.
Para pautar a discussão escolhemos dois textos: Manifesto por uma arte revolucionária e independente (Rivera e Breton) e Direito à Literatura (Antônio Cândido).
Essa quinta, dia 27, às 20hs (sem atrasos).
Local: Teatro Coletivo. R. da Consolação, 1.623, Consolação. Informações: (11) 3255-5922 ou 8121-0870.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Encontro do Movimento e da Roda do Fomento - Material para leitura e debate

ENCONTRO DO M27 E RODA DO FOMENTO Dia 20 de agosto, quinta-feira, às 19h30, no Teatro Coletivo, haverá encontro conjunto do Movimento 27 de Março e da Roda do Fomento. Estamos discutindo a arte de hoje, qual arte queremos, quais políticas públicas nos atendem e como vamos nos organizar para conquistar tudo isso. Todos estão convidados para nosso encontro que tem dois textos provocativos: Manifesto por uma arte revolucionária e independente (Rivera e Breton) e Direito à Literatura (Antônio Cândido). É muito importante que venham representantes de todos os grupos.

Para baixar esses textos é só clicar no link:
http://tinyurl.com/mdef3x

Local: R. da Consolação, 1.623, Consolação. Informações: (11) 3255-5922 ou 8121-0870.

sábado, 15 de agosto de 2009

ATO PÚBLICO EM DEFESA DA LEI DE FOMENTO AO TEATRO PARA A CIDADE DE SÃO PAULO

A Roda do Fomento e o Movimento 27 de Março convocam a todos (as) os movimentos, grupos, indivíduos, enfim, cidadãos envolvidos na luta por Políticas Públicas para a Cultura e o Fomento às Artes, pra que compareçam dia 18 de agosto (próxima terça-feira), às 13h, na Praça do Patriarca, em frente à Prefeitura para um ato público.

Pauta: Será exigido que o Prefeito Kassab descontingencie R$ 2.325.000,00 (Dois milhões, trezentos e vinte e cinco mil reais – Verba do Fomento), conforme comprova documento da Câmara Municipal da cidade de São Paulo encaminhado à Roda, assinada pelo vereador José Police Neto (PSDB), líder do governo, na Câmara. Nossa lei não permite contingenciamento! A justificativa da Prefeitura é a CRISE e nós não vamos pagar por isso!!!

Produziremos nossas faixas no local e sugerimos que os grupos levem instrumentos musicais, pernas de pau, adereços, apitos, rojão, megafones e panelas, porque vamos fazer muito barulho. É muito importante a adesão de todos e todas.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Seminário Ética e práticas de gestão coletiva

Companhia do Feijão
Seminário
Ética e práticas de gestão coletiva
Três encontros entre os integrantes da Companhia do Feijão e de outros coletivos teatrais com interessados em geral no compartilhamento de práticas e trajetórias artísticas e de gestão. Trata-se de avançar na discussão sobre modos de produção: como a gestão de um grupo interfere em sua criação e vice-versa. Como encerramento, um debate com Iná Camargo Costa, “provocadora” convidada.
Serão abordados na discussão a trajetória da consolidação de um núcleo artístico, a evolução de sua organização interna, a divisão de trabalho, questões financeiras, de comunicação, gestão de espaço próprio, relacionamento as com políticas públicas e privadas para a cultura, as interfaces com outros movimentos - atuação política e social - e a constante revisão destes parâmetros a partir da experiência acumulada.
Público
integrantes de grupos teatrais, estudantes e interessados em geral
Datas
17 a 19 de agosto de 2009
Horário
19 às 22h
Vagas
50
Inscrições gratuitas
até 14 de agosto de 2009, exclusivamente pelo endereço gestao@companhiadofeijao.com.br
Local
Companhia do Feijão - R. Dr. Teodoro Baima 68 - República - (11) 3259.9086
Companhia do Feijão

Cooperativa Paulista de Teatro
Programa de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo
Secretaria Municipal de Cultura

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Blog Cultura na UTI


No dia 2 de julho de 2009, artistas profissionais baianos foram ao desfile que celebra a data magna da Bahia protestar contra a política cultural do governo do estado. Nascia o movimento "CULTURA NA UTI".

Um mês depois, lançamos o blog "CULTURA NA UTI-TEATRO" para que você possa ficar a par de tudo o que acontece com a esfacelada produção profissional do nosso teatro. Nele , você vai encontrar informações acerca do movimento, fotos, artigos, depoimentos, vídeos, enfim, um veículo de comunicação dos profissionais do teatro baiano com a sua classe e o seu público.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

INFORME EXTRAORDINÁRIO nº 11 / 2009

TERRORISMO POÉTICO

Dia 11 de agosto (terça-feira), às 20h, no Teatro Coletivo, a Comissão de Terrorismo Poético apresentará suas primeiras propostas de intervenção. Convidamos a todos a participar de mais esse encontro que definirá nossos próximos passos em direção a uma Arte Bárbara. 

A comissão foi formada na 2ª Plenária de Políticas Públicas, realizada no mês passado, tendo como proposta definir ações poéticas que traduzam nossa insatisfação com o pensamento e a forma de se fazer políticas públicas voltadas para a cultura. Os trabalhos dessa comissão são coordenados por Claudia Schapira (Núcleo Bartolomeu de Depoimentos), Georgette Fadel (Cia. São Jorge), Sérgio Siviero (Teatro da Vertigem) e Teth Maiello (Narradores).

Local: R. da Consolação, 1.623, Consolação.

Os encaminhamentos para esse encontro foram definidos na 3ª Plenária de Políticas Públicas, onde estiveram presentes os grupos: Hana, Cia. Paulicea, Intuição, Nucleo Bartolomeu, Brava Companhia, Teatro Girandolá, Teatro de Segunda Feira, Folias D'Arte, Forte Casa Teatro, Humbalada, CPC- Umes, Cia. Livre, Cia. Ocamorana, Cia. Antropofágica, Caixa de Imagens, Cia. da Revista, Pessoal do Faroeste, Companhia do Cão, Cia. São Jorge de Variedades, Teatro de Narradores, Cia. do Feijão, Engenho Teatral, Projeto Bazar, e também estudantes e documentaristas.

Comissão de Políticas Públicas
COOPERATIVA PAULISTA DE TEATRO

Discussão entre o Movimento e a Roda do Fomento

O Movimento 27 de março e a Roda do Fomento se juntou e convida todos a se juntarem para discutir as seguintes questões: 
  

Qual política cultural queremos? 

Essas políticas culturais atuais nos servem? 

Que sindicato queremos? 
  
A idéia é fazer discussão política de fundo mesmo. Pra isso sugerimos os textos: Manifesto por uma arte independente (Rivera e Breton) e Direito a Literatura (Antônio Cândido). 


Dia 13, quinta feira, às 19hs30 no Teatro Coletivo.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Ato Político Cultural Marcha MST/SP

Companheiros do 27 de março, Roda do Fomento e Teatro de Rua

Marcha do MST em São Paulo (Mobilização Nacional contra a Crise) 
Momento importante de luta da classe trabalhadora neste mês de agosto.

Em São Paulo, o MST iniciou no dia 5/8 a Marcha Estadual de Campinas a São Paulo, chegando à capital no dia 10/08, onde o Movimento permanecerá mobilizado até o dia 14/8, assim como em outros estados do País. 

O PORQUÊ DA MARCHA?

Porque são trabalhadores e trabalhadoras rurais organizados no Movimento Sem Terra / Via Campesina, que lutam pelo direito a um pedaço de terra onde possam plantar, colher e garantir uma vida digna as suas famílias. 
Oriundos de várias partes do Estado de São Paulo, de diferentes comunidades, assentamentos e acampamentos buscam através da marcha dialogar com a sociedade e os poderes constituídos com o objetivo de denunciar a condução das políticas no país, as quais favorecem apenas os ricos que, por meio da apropriação capitalista, aumentam a cada dia mais a exploração e a miséria da classe trabalhadora. 

E é esse o motivo da marcha.

ENCONTRO DA RODA DO FOMENTO E DO MOVIMENTO 27 DE MARÇO

DIA 06/08 (Quinta-feira) às 19h30 na Cia. Estável de Teatro. 
Local: Arsenal da Esperança
Rua Dr. Almeida Lima, 900 – Brás
(Próximo à estação Bresser-Mooca do Metrô - Entre a Universidade Anhembi-Morumbi e o Museu da Imigração)
COMO CHEGAR DE METRÔ: Da catraca do metrô Bresser sair para o lado direito, segue reto pela Rua Ipanema, final da rua já é o Arsenal da Esperança.
Informações - (11) 8121-0870

Pauta: 

- Discutir ação para liberação da verba do fomento ao teatro que o Secretario não utilizou.   

Acessem!!! 

http://rodadofomento.blogspot.com/ 

Abaixo-assinado: 

http://www.petitiononline.com/mov27mar/petition.html 

É muito importante que venham representantes de todos os grupos. 

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Encontro da Roda do Fomento

Próximo encontro da Roda do Fomento com convidados que participaram da Comissão julgadora da 14ª edição da Lei de Fomento ao Teatro 

Encontro informal organizado pela Roda do Fomento com o intuito de continuarmos nos formando politicamente. 

Conversa sobre questões políticas da Lei. 

A roda é formada por um grupo de pessoas que se interessam por esta discussão, como não somos um grupo com as mesmas pessoas, precisamos constantemente promover este processo de formação.   

Pautas: 
DIA 01/07 (Quarta-feira) às 15hs na Cooperativa Paulista de Teatro. 
COM TICHE VIANA (GRUPO BARRACÃO) e CARMINDA MENDES (UNESP) 
- Discussão sobre o sentido da lei, 
- Significados políticos, 
- Contradições e apontamentos para novos caminhos (Pensarmos estratégia para esse segundo momento do fomento de 2009). 

http://teatrodegrupos.blogspot.com

Praça Dom José Gaspar, 30 - 4º Andar - Centro - São Paulo 
Entrada Franca 
 
Sua presença é fundamental!
Atenciosamente! 

Roda do Fomento 
8121-0870 

quarta-feira, 17 de junho de 2009

PRÓXIMO ENCONTRO DO MOVIMENTO 27 DE MARÇO

Dia 22/06 - Seminário "Vanguarda e contra revolução" com Iná Camargo no Teatro Coletivo às 20h00. 

Dia 29/06 - Encontro para fechamento no Teatro Coletivo às 20h00 sobre o tema acima. 

Teatro Coletivo.
Local: R. da Consolação, 1.623, Consolação.
Informações: (11) 3255-5922 

ATA DA REUNIÃO DO MOVIMENTO 27 DE MARÇO DO DIA 15/06

Após discussão baseada no encontro com a Iná foi aberta nova discussão e foram retiradas as seguintes decisões:

- O Movimento é apartidário. 

- A representatividade será tirada presencialmente, depois de consenso sobre a participação no evento e com a eleição da comissão.

- Para este evento: encontro em Brasília sobre "Cultura no centro do país" , foi tirado que deverão ir três representantes. Um deles será o Thiago, da Cia Antropofágica. 

É necessário mais dois integrantes, e devem ser da comissão que já foi votada anteriormente. Caso não possam, duas pessoas devem se manifestar via email mesmo, pois já foi discutido presencialmente a legitimidade do movimento neste encontro. E só será por email desta vez pois este encontro será 4ª feira agora, dia 17/06, às 8:30 da manhã!

sábado, 6 de junho de 2009

ENCONTRO DA RODA DO FOMENTO

Dia 09 de junho, às 15h30, na Cooperativa Paulista de Teatro, ocorrerá mais um encontro da Roda do Fomento.
Pauta: Apresentar e discutir lista de nomes indicados para compor a nova comissão julgadora dos projetos da 15ª Edição da Lei de Fomento ao Teatro pra a Cidade de São Paulo (Pedimos aos grupos e movimentos que tragam seus nomes e confirmem a participação caso seja escolhido). Ver lista de grupos que mandaram sugestão de datas para o encontro sugerido na carta convocatória. É muito importante que venham representantes de todos os grupos.
Para acessar o blog da Roda, clique aqui.

CONSELHO DE COOPERADOS 2009

Próximo Conselho de Cooperados, dia 09 de junho, às 19h30, no Teatro Coletivo.
Pautas: Discussão acerca de propostas dos Movimentos Roda do Fomento e 27 de março. Avaliação da atual situação jurídica da Lei de Fomento e posicionamento político da entidade junto à Secretaria de Cultura. Definir funções e cronograma de atuação política da entidade junto aos movimentos. Proposta de que a Cooperativa tenha uma base de produção e uma base política para centralizar reuniões e movimentos.
Local: R. da Consolação, 1.623, Consolação. Informações: (11) 3255-5922.
PS: Nessa reunião, serão escolhidos os jurados da 15ª edição do Programa de Fomento ao Teatro.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Ata da reunião da Roda de Fomento do dia 01/06/09

(Por Geraldo Fernandes)

A Roda Girou e os Grupos voltaram a participar das discussões.

A reunião começou com um panorama geral das propostas e ações da Roda:
- A carta convocatória
- O encontro com os grupos fomentados – exposições
- O acantonamento
- Ações utilizando a sobra da verba do Departamento de Expanção-SMC/Fomento (agenda conjunta, seminário, vídeo, pesquisa, etc.).
- A visita aos 55 vereadores

Discutido:
O engessamento burocrático imposto pela SMC na prestação de contas do fomento – Novo ANEXO imposto ao edital (5).

Se o Fomento é patrocínio a verba deveria ser depositada em uma única parcela (100%) na assinatura do contrato e não pode incidir desconto de ISS.
Exigir o cumprimento dos prazos para a lei de fomento – prazo de seleção, assinatura de contrato e depósito da verba.

Ampliação das discussões sobre políticas públicas e implantação de novas leis para Manutenção de Grupos, Pesquisa, Montagem a nível Federal, Estadual e Municipal.

A necessidade de esclarecimentos sobre POLÍTICA PÚBLICA X POLÍTICA DE GOVERNO – levar esta proposta de discussão para o seminário do M27M.

Elaboração de carta endereçada a FUNARTE exigindo resposta sobre o Miriam Muniz.

Indicações de Nomes a serem encaminhados ao Conselho de Cooperados dia 09/06/09 às 19h30 no Teatro Coletivo com pessoas que iriam consultar os indicados:
1 - Tiche Vianna (Calvo)
2 - Isaías Almada (Oswaldinho)
3 - Graça Cremon (Oswaldinho)
4 - Renata Lemes (Pavanelli)
5 - Luiz Calvo OK
6 - Marília Carbonari (Oswaldinho)
7 - Marco Antonio Rodrigues (Calvo)
8 - Renato Ferracini (Pavanelli)
9 - Evaristo Martins (Calvo)
10 - Thiago Reis Vasconcelos (Ruth/Raquel da Antropofágica)

Próxima Reunião da Roda dia 09/06/09 às 15h30 na CPT.

ALTERAÇÃO DE DATAS DOS SEMINÁRIOS DE PROVOCAÇÃO

Comunicamos que o Encontro para Discussão e Aprofundamento do 1º Seminário de Provocação do Movimento 27 de Março (ocorrido no dia 01 de junho com o tema "Teatro Livre e Teatro Épico" com a provocadora Iná Camargo Costa), anteriormente marcado para o dia 08/06 foi transferido para o dia 15/06.

Chamamos a todos para que compareçam no Debate sobre a nova Lei Rouanet que ocorrerá no dia 08/06 na Associação dos Advogados de São Paulo.


As atividades do Movimento permanecerão todas as segundas feiras do mês de junho.
Ajudem na divulgação!!!

Abaixo a nova agenda do movimento:
Dia 08/06 -
Todos no debate sobre a nova Lei Rouanet às 19h00.
Local: Auditório Principal da Associação dos Advogados de São Paulo, Rua Álvares Penteado, 151, centro, São Paulo, SP (Próximo ao Centro Cultural do Banco do Brasil, Metrô Sé).
Dia 15/06 - Encontro para discussão e aprofundamento no Teatro Coletivo às 20hs.
Dia 22/06 - Seminário "Vanguarda e Contra Revolução" com Iná Camargo Costa no Teatro Coletivo às 20hs.
Dia 29/06 - Encontro para fechamento no Teatro Coletivo às 20h00.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Seminários de Provocação e Construção de Nova Mobilização do Movimento

O MOVIMENTO 27 DE MARÇO em reunião no Teatro Coletivo no dia 25 de maio de 2009 DECIDE PELA MOBILIZAÇÃO NO DIA EM QUE O MINC ENTREGAR O PROJETO DE LEI QUE SUBSTITUIRÁ A LEI ROUANET. A proposta de uma nova mobilização em frente à FUNARTE foi encaminhada como desdobramento das ações iniciadas em março deste ano.

Após termos participado dos debates que se seguiram em torno da "nova" lei, sempre de forma propositiva, e entregado a nossa proposta ao MinC, esperamos que o Ministério elabore um projeto de lei condizente com as inúmeras manifestações verbais de apoio que vem dando através de seus representantes. Entramos agora numa nova etapa em que é grande a expectativa em torno da redação final do projeto que será encaminhado ao Congresso e temos que nos preparar para responder às novas condições que se apresentarem,

FIQUEM DE OLHO E PREPAREM-SE PARA VENTOS E TEMPESTADES!!

Convidamos a todos para que compareçam nos Seminários de Provocação organizados pelo Movimento e que terão início na semana que vem, no Teatro Coletivo. Os quatro primeiros encontros serão às segundas feiras com a provocadora Iná Camargo Costa. Sempre uma semana após um seminário segue um debate de aprofundamento do tema. Os temas, datas, horários e endereço constam no flyer abaixo.


Para acessar a bibliografia que orientará o primeiro seminário, clique nos links abaixo para baixa-los.

Texto 1 - O teatro de grupo e alguns antepassados
Texto 2 - TEATRO DE ARENA, MARCO ZERO
Texto 3 - APROXIMAÇÃO E DISTANCIAMENTO (o interesse de Brecht por Stanislavski)
Texto 4 - TEATRALIDADES E CONTRARIEDADES: UM ESTUDO DE CASO

(Para baixar é só clicar no link e na página que carregar colocar do lado direito o "código" que aparece e dar OK. Na próxima página desça até o final da janela e espere o tempo anunciado. Depois do tempo clique em Faça o download do seu ficheiro aqui e depois em Abrir.)

CONSELHO DE COOPERADOS 2009

Próximo Conselho de Cooperados, dia 09/06, terça-feira, às 19h30 no Teatro Coletivo - Local: R. da Consolação, 1.623, Consolação.
Informações: (11) 3255-5922.

Pautas:

1. Discussão acerca de propostas dos Movimentos Roda do Fomento e 27 de março.
2. Avaliação da atual situação jurídica da Lei de Fomento e posicionamento político da entidade junto à Secretaria de Cultura.
3. Definir funções e cronograma de atuação política da entidade junto aos movimentos.
4. Proposta de que a Cooperativa tenha uma base de produção e uma base política para centralizar reuniões e movimentos.
"Sabemos que as Leis que estão sendo propostas pelo governo federal (Sistema Nacional de Cultura, Plano Nacional de Cultura e PEC 150/03) baseiam-se nos coletivos, nas associações, sindicatos, ONG’S e afins em todas as instâncias de governos (Municipal, Estadual e Federal) e sabemos quantas dessas nos representam de fato. Temos que nos fazer presentes em conferências e negociações para que nossas propostas possam ser diretrizes do plano Nacional de Cultura. Por isso solicitamos a todos os Cooperados se fazerem presentes neste Conselho para discutirmos, junto com a diretoria, essas e outras questões levantadas acima.

COOPERATIVA PAULISTA DE TEATRO

segunda-feira, 25 de maio de 2009

PRÓXIMO ENCONTRO DO MOVIMENTO 27 DE MARÇO

Pauta: Aprofundar proposta do seminário e centralizar assinaturas do abaixo-assinado
Dia: 25/05 (Segunda feira)
Horário: 20h
Local: Teatro Coletivo (Antigo Fábrica)
Endereço: R. da Consolação, 1.623, Consolação
Informações: 11 3255 5922
Abaixo-assinado: http://www.petitiononline.com/mov27mar/petition.html
Blog do Movimento: http://movimento27demarco.blogspot.com/
Comunidade no Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=85612209

terça-feira, 19 de maio de 2009

Ata do Encontro do dia 18 de maio de 2009

Ponto único: ATIVIDADE DE FORMAÇÃO do Movimento 27 de Março

OBJETIVOS:
- politizar e fortelecer o Movimento;
- historicizar a luta dos trabalhadores da cultura;
- compreender a partir da conjuntura internacional e nacional que política pública para cultura reivindicamos;
- discutir método e forma de organização do Movimento 27 de Março.

Partiremos da proposta SEMINÁRIO PROVOCAÇÃO da companheira Iná para dar início ao necessário aprofundamento das discussões e contínuas mobilizações.

CONFIRMADO, local Teatro Coletivo, às segundas-feiras, 20 horas:

Os encontros ocorrerão da seguinte forma: um encontro para o provocador expor o tema e outro encontro para discussão (em grupos) e fechamento do tema, com a presença do provocador.

SEMINÁRIO PROVOCAÇÃO - E O MOVIMENTO 27 DE MARÇO COM ISSO?

01 de Junho - Teatro Livre e Teatro Épico - provocadora: Iná Camargo Costa
08 de Junho - encontro para fechamento

15 de Junho - Vanguarda e Contra Revolução - provocadora: Iná Camargo Costa
22 de Junho- encontro para fechamento

Abaixo os outros dois temas propostos, a confirmar data e provocadores:

Teatro Moderno e Teatro Político - provocador: Sérgio de Carvalho

Teatro de Grupo: Estado e Mercado - provocador: Moreira

Outros temas específicos para próximas atividades de Formação:

- A Crise e a Cultura

- Lei Rouanet e Mercantilização da Arte

- Sindicato e Organização Social

Outros provocadores:

Luis Carlos Scapi - Núcleo de Educação Popular 13 de Maio - atuação no MST.

Daniel Feldman - economista da Unicamp e coordenador da Universidade Vermelha.

Atividade de formação aberta e focada a CONVOCAR toda a categoria:

- todos que participaram da ocupação da Funarte

- trabalhadores e estudantes do teatro e da cultura

- grupos de teatro


Próxima reunião: 25 de Maio - 20 horas - Teatro Coletivo - ok, Mônica?

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Informes dos próximos encontros

ENCONTRO DA RODA DO FOMENTO

Pauta: Aprofundar questões a serem discutidas pela comissão tirada da Roda do Fomento e Movimento 27 de Março para fazer uma conversa com os vereadores e apresentar a Lei de Fomento ao teatro pra cidade de São Paulo, assim como outras questões.
Dia: 18/05 (Segunda feira)
Horário: 14h
Local: Cooperativa Paulista de Teatro

Acessem o Blog: http://www.teatrodegrupos.blogspot.com/


É muito importante que venham representantes de todos os grupos.


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ENCONTRO DO MOVIMENTO 27 DE MARÇO

Pauta: Aprofundar proposta do seminário e centralizar assinaturas do abaixo-assinado.
Dia: 18/05 (Segunda feira)
Horário: 20h
Local: Teatro Coletivo (Antigo Fábrica)
Endereço: R. da Consolação, 1.623, Consolação
Informações: 11 3255 5922

Abaixo-assinado: http://www.petitiononline.com/mov27mar/petition.html
Blog do Movimento: http://movimento27demarco.blogspot.com/
Comunidade no Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=85612209

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Sugestão de acesso

O Movimento sugere a todos que acessem os sites:

www.jornalsarrafo.com.br

www.galpaodofolias.com.br

Ata do Encontro do dia 12 de maio de 2009

PRÓXIMA REUNIÃO
A Mônica do Teatro Coletivo vai confirmar sobre a possibilidade de reunião no espaço entre segunda (18) ou terça (19).

FORMAÇÃO
As propostas para a formação são de um "Seminário Provocação". As sugestões da Luah são:

1) Teatro livre e teatro épico (Iná)
2) Vanguarda e contra-reforma (Iná)
3) Teatro moderno e teatro político.(Sérgio de Carvalho)
4) Teatro de grupo: Estado e mercado (Moreira)

Márcio e Sérgio Pupo vão convidá-los.
A proposta inicial é que os encontros aconteçam em 4 segundas feiras seguidas a serem definidas em breve.
Para uma participação mais ativa do movimento vamos:
- pedir anteriormente orientações de leituras para os convidados;
- no início de cada encontro, os participantes poderão escrever num painel provocações, questionamentos que poderão influenciar a fala dos convidados;
- cada convidado terá de 40 minutos a uma hora para falar e em seguida irá propor provocações sobre o tema para serem discutidas em grupos menores por 30 a 40min.
- fechamento

Pediremos a Cooperativa algum material de apoio como "flip chart", canetões, papel kraft, etc.

Calvo vai falar com a Companhia Antropofágica sobre a possibilidade deles documentarem os encontros para podermos fazer transcrições.

SARRAFO
Existe um site do sarrafo - com todos os textos das edições - que tem que ser mais acessado por nós: www.jornalsarrafo.com.br.
Falou-se também do site do Folias que têm alguns textos importantes: www.galpaodofolias.com.br

EQUIPE PARA CONTATO COM GRUPOS
Sérgio está concentrando uma lista com contatos de grupos e precisa de mais gente para poder dividir essa função de entrar em contato com todos.

MYRIAM MUNIZ
Realmente o Myriam Muniz está correndo um grande risco de não ser lançado. As informações sobre isso vem de várias fontes como a Rede Brasileira de Teatro de Rua. Precisamos DECIDIR QUE ATITUDES O MOVIMENTO VAI TOMAR EM RELAÇÃO A ISSO.