sexta-feira, 2 de abril de 2010

ENCONTRO DOS MOVIMENTOS DE TEATRO DE GRUPO

DIA 05/04 (Segunda-feira) às 20h no Teatro Coletivo.

Local: Rua: Da Consolação, 1.623.

Informações: (11) 3255-5922 / 8121-0870

PAUTA:

- Continuação da discussão sobre os rumos do movimento.

Acessem:

Blog da Roda do Fomento: http://rodadofomento.blogspot.com/

Abaixo-assinado: http://www.petitiononline.com/mov27mar/petition.html

Blog do Movimento de teatro de rua: http://mtrsaopaulo.blogspot.com/

É muito importante que venham representantes de todos os grupos!!!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Convocatória Reunião M27M

Sábado - 20/02
Horário: 15h
Local: Rua Turiaçu, 481 - Perdizes (próximo ao metrô Barra Funda)
Telefone: 11 3871-0373 
 
Pauta:
 
1 - Unificação dos movimentos de cultura de São Paulo
2 - Participação do M27M na calourada do CALC - USP (23/02)
3 - Mandato - comissão carta sobre criminalização dos movimentos sociais
4 - Prestação de contas/Informe dos delegados do M27M sobre Confererência Nacional de Cultura

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

NOVA ASSEMBLEIA: LEIS DE FOMENTO AO TEATRO E À DANÇA

Amanhã, sexta-feira dia 29/01 às 19h no Teatro Coletivo acontecerá mais uma assembléia sobre a minuta que a Secretária Municipal de Cultura ficou de publicar sobre a Lei de Fomento, teremos também informes da Comissão que irá tentar uma conversa com o Secretário de Cultura.

É muito importante que os artistas discutam as questões dentro de seus grupos e consigam divulgar a causa para o máximo número de pessoas.

Local: R. da Consolação, nº 1623

Informações: (11) 8121-0870

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

REUNIÃO URGENTE HOJE 28 DE JANEIRO, 19HS NO TEATRO COLETIVO - DISCUSSÃO SOBRE O FOMENTO

CAR@S,

A COMISSÃO TIRADA NA ÚLTIMA ASSEMBLÉIA CONVOCA A TOD@S PARA UMA REUNIÃO HOJE (QUINTA-FEIRA), ÀS 19H, NO TEATRO COLETIVO.

PAUTA: DISCUSSÃO SOBRE O FOMENTO A PARTIR DA MINUTA QUE SERÁ ENTREGUE PELA SECRETARIA DE CULTURA À COOPERATIVA.

É MUITO IMPORTANTE A PRESENÇA DE TOD@S! NESTE ENCONTRO IREMOS DECIDIR NOSSA POSIÇÃO EM RELAÇÃO A PRÓXIMA EDIÇÃO DO FOMENTO.

POR FAVOR, PASSEM ESTE AVISO ADIANTE!

sábado, 23 de janeiro de 2010

REUNIÃO DOMINGO (24/01), ÀS 15H, NO ESPAÇO PYNDORAMA

PAUTA:
- INFORMES, AVALIAÇÃO E PROPOSTAS SOBRE O ANDAMENTO DA LUTA DE DEFESA DO FOMENTO
- CONFERÊNCIAS ESTADUAIS DE CULTURA

Espaço Cultural Pyndorama
Rua Turiaçu, nº 481, Perdizes
Próximo a estação Barra Funda do Metrô

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Ataque à Lei de Fomento

Convocamos todos os artistas de teatro e de dança e interessados solidários à cultura para comparecer ao ato em defesa das leis de fomento ao teatro e dança. Na ocasião, o Secretário Municipal de Negócios Jurídicos de São Paulo, Cláudio Lembo, irá receber o movimento teatral e vereadores para discutir as questões jurídicas referentes à Lei de Fomento.

.
Neste momento a lei do Fomento ao Teatro corre sério risco. O próximo edital poderá ser enquadrado no decreto do prefeito Kassab, que criou modelo de convênios para o Município de São Paulo que muda radicalmente o espírito democrático da lei e abre caminho para privatização da cultura.

Queremos o cumprimento da Lei do Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo tal como foi elaborada, a partir de uma amplo debate que envolveu artistas, parlamentares e a sociedade paulistana.

É IMPORTANTÍSSIMA A PRESENÇA DE TODOS.

PEDIMOS QUE TODOS OS GRUPOS TRAGAM MATERIAIS (baneres, cartazes, figurinos, cenas) DE SEUS TRABALHOS, PARA EXIBIRMOS PUBLICAMENTE.

Concentração: Teatro Municipal
Horário: segunda-feira, 18/01/2010, às 9:30h
Em seguida caminharemos até a sede da Prefeitura, próximo à Praça do Patriarca

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

MOBILIZAÇÃO PERMANENTE - LEI DE FOMENTO

Dia 11 de janeiro, segunda-feira, às 19h, no Teatro Coletivo, haverá nova assembleia para definir os próximos passos em relação às mudanças nas regras do Fomento. Pautas: apresentação do parecer jurídico e do documento político que as comissões formadas na assembleia anterior ficaram de redigir, e definição das próximas ações. A assembleia é aberta a todos os interessados. Local: R. da Consolação, nº 1623. Compareça e contribua com a divulgação.

Clique aqui para saber o que aconteceu na última assembleia.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

ATAQUE À LEI DE FOMENTO

Três dias de intensa mobilização, com assembleias e ações das comissões política e jurídica, conquistaram o adiamento do edital. Agora precisamos avançar. Convocamos a todos os interessados (artistas de todas as linguagens, cidadãos, representantes de movimentos populares), para assembleia extraordinária, para o próximo dia 04 de janeiro de 2010, no teatro Coletivo.

O QUE QUEREMOS: A LEI DO FOMENTO COMO EM SUAS DEZ PRIMEIRAS EDIÇÕES. O FIM IMEDIATO DOS ATAQUES À LEI DO FOMENTO.

Assembleia Extraordinária
Teatro Coletivo
Rua da Consolação, nº 1623
04 de Janeiro de 2010, 19h
Compareça e contribua com a divulgação

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

INFORME EXTRAORDINÁRIO - MUDANÇAS NO EDITAL DO FOMENTO

REUNIÃO DE EMERGÊNCIA

A Secretaria Municipal de Cultura da cidade de São Paulo está propondo mudanças na forma de contratação do edital do Programa de Fomento ao Teatro e dança, que entrariam em vigor já na próxima edição, prevista para janeiro de 2010.

As mudanças alteram as condições vigentes nas últimas edições e precisam ser discutidas pelo conjunto da categoria.

O movimento de teatro de grupos de São Paulo, Movimento 27 de Março, Roda do Fomento, Movimento de teatro de rua, Arte pela Barbárie, Cooperativa Paulista de Teatro, grupos e coletivos organizados convocam todos os interessados (cooperados ou não) para uma reunião de emergência com este ponto de pauta.

Local: Galpão do Folias

Rua Ana Cintra, 213 – Santa Cecília.

Data: 23 de dezembro de 2009 (Quarta-feira) às 10h00.

Informações: (11) 8121-0870

É muito importante que venham representantes de todos os grupos, iremos definir propostas relativas ao fomento que dizem respeito a toda a categoria.

ATA das assembléias de 21 de dezembro de 2009.

A Assembléia iniciou-se com um informe a respeito da reunião com o secretário de cultura, através do qual esclareceu-se que as mudanças para a próxima edição do fomento são de caráter político e não meramente técnico, como disse o secretário. A justificativa se dá em que as mudanças são uma adequação da lei do fomento ao um decreto do executivo municipal que cria e regulamenta a forma convênio.

Cabe também esclarecer que o sistema de convênios, o qual vem sendo paulatinamente implantado em diversas frentes dos serviços públicos, envolve um modo de contratação direta entre poder público e empresas privadas sem fins lucrativos, constituídas especificamente para captação de recursos públicos com fins privados (OSCIPS, OS, ONG, etc). Este modelo implica uma adaptação dos coletivos de teatro à regulamentação em lei destas organizações, modificando prejudicialmente sua organização e produção, obrigando-os a adaptar-se a este modelo empresarial ou renunciar ao fomento e assim comprometer sua existência.

Este ataque não se trata de uma ação isolada, mas faz parte de uma política sistemática de desmonte e precarização dos equipamentos e serviços públicos que está em curso desde maio deste ano, data do decreto do prefeito. Por seu histórico de mobilização, os grupos de teatro estão sendo os últimos a sofrer este golpe. A reversão deste estado depende de nossa capacidade e habilidade em nos mantermos em luta e conduzirmos ações concretas.

Estava presente Dra. Marília, advogada, que prestou informes de caráter legal sobre as possibilidades de ação. A partir de seus informes e das falas, sugeriu-se que através de carta fosse solicitado à secretaria de cultura que adiasse as mudanças para a segunda edição do fomento de 2010, mantendo para a primeira os moldes do edital anterior. Por aclamação da assembléia decidiu-se a formação de comissões para tratar da questão simultaneamente nos campos jurídico e político.

A carta foi entregue ao secretário pessoalmente por uma comissão no mesmo dia. Ante a posição do secretário de não assumir-se como o executor da questão da cultura e escudar-se num discurso técnico-jurídico, não apreciando os encaminhamentos da assembléia. Assim, fez-se necessária a constituição de nova assembléia, a qual manteve a posição de que se trata de luta política e da necessidade de ação imediata para barrar o ataque sofrido nesta lei duramente conquistada pelos coletivos de teatro.

Em vista disso, foi encaminhada a necessidade de nova Assembléia no dia 23/12/2009 às 10h00 no Galpão do Folias (Rua Ana Cintra, 213),onde serão decididas de forma legítima os caminhos que permitirão que a lei de fomento ao teatro seja mantida nos moldes de sua formulação.

sábado, 19 de dezembro de 2009

INFORME EXTRAORDINÁRIO

MUDANÇAS NO EDITAL DO FOMENTO

REUNIÃO DE EMERGÊNCIA

A Secretaria Municipal de Cultura da cidade de São Paulo está propondo uma série de mudanças no edital do Programa de Fomento ao Teatro, que entrariam em vigor já na próxima edição, prevista para janeiro de 2010.

As mudanças alteram as condições vigentes nas últimas edições e precisam ser discutidas pelo conjunto da categoria.

O movimento de teatro de grupos de São Paulo e a Cooperativa Paulista de Teatro convocam todos os interessados (cooperados ou não) para uma reunião de emergência com este ponto único de pauta.

Local: Galpão do Folias

Rua Ana Cintra, 213 – Santa Cecília.

Data: 21 de dezembro de 2009 (Segunda-feira) às 10h00.

Acessem:

Blog da Roda do Fomento:

http://rodadofomento.blogspot.com/

É muito importante que venham representantes de todos os grupos

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

ENCONTRO DO MOVIMENTO 27 DE MARÇO E RODA DO FOMENTO - ÚLTIMA PLENÁRIA DESTE ANO

Dia 17 de dezembro, às 20h, encontro no Espaço Cultural Pyndorama.

Pautas:

1) Balanço Geral do M27M – convidando a todos que participaram da origem e que se agregaram depois ou mesmo que nunca tenham participado para avaliar as ações, propostas e encaminhamentos do M27M e discussão do calendário do próximo ano (incluindo o processo de formação do grupo – textos escolhidos, convidados para os debates, etc.).

2) Exposição e conversa com Iná Camargo Costa e Dorberto Carvalho a partir do livro que escreveram sobre os 5 primeiros anos da Lei de Fomento ao Teatro de Grupo da Cidade de São Paulo (“A luta dos grupos teatrais de São Paulo por políticas públicas para a cultura”), editado pela Cooperativa Paulista de Teatro.

3) Discussão sobre os nomes que serão encaminhados para formar a comissão da próxima edição da Lei de Fomento ao teatro.

Local: R. Turiaçu, 481, Perdizes (Próximo ao metrô Barra Funda).
Informações: (11) 3871-0373 / 8121-0870.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

ENCONTRO DO MOVIMENTO 27 DE MARÇO E RODA DO FOMENTO

Dia 1º de dezembro, às 20h, no Teatro Coletivo.

Pautas:

1) Avaliação das conferências e da nossa presença na audiência do orçamento, a partir destes resultados criar estratégia de ação junto a SMC (cobrança das promessas do secretário) e demais órgão públicos de cultura (construção de cartas e moção de repúdio à conferência estadual).

2) Calendário de fim de ano e de 2010: Formação, publicação da história do movimento (tudo que aconteceu neste ano), preparação do próximo 27 de março, pensar nomes para a nova Comissão do fomento e data de retorno do movimento.

3) Informes do seminário da Flaskô, da mobilização da EMIA (Sugestão da EMIA de uma data para nos encontrarmos), discussão da mudança de data de encontro do movimento, redação de um release do movimento e de uma carta de intenções política.

Local: R. da Consolação, 1.623. Informações: (11) 3255-5922 / 8121-0870.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

ENCONTRO DO MOVIMENTO 27 DE MARÇO E DA RODA DO FOMENTO

DIA 24/11 (Terça-feira) às 20h no Teatro Coletivo.

Local: Rua: Da Consolação, 1.623.

Informações: (11) 3255-5922 / 8121-0870.

PAUTAS:

- Definir intervenções do Movimento 27 de março e da Roda do Fomento para a Conferência Estadual de Arte e Cultura que acontecerá dia 25/11. Discutir e aprovar carta que será lida e propagada na Conferência.

- Estabelecer como iremos cobrar da administração municipal proposta de orçamento para 2010 na área cultural. Na última audiência pública foi apresentada pelo relator uma emenda de 50 milhões a mais para o orçamento da cultura em 2010.

É muito importante que venham representantes de todos os grupos.

LEMBRETE:

Conferência Estadual de Arte e Cultura de São Paulo

Dia 25 de novembro de 2009 a partir das 08h30 no Memorial da América Latina.

IMPORTANTE: Todos os inscritos para a Conferência Estadual de Cultura de SP devem comparecer dia 25/11 às 08h30. Momento de colocar e discutir nossas proposições.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Audiência Pública na Câmara Municipal de SP

Nesta quinta tem audiência pública na Câmara Municipal de SP que vai votar o orçamento destinado para a cultura em 2010.

Importante falar dos programas de cultura como o VAI, Fomento entre outros.

Todos os programas de financiamento tem proposta de orçamento menor que 2009.

É justamente este o momento de garantirmos recursos para serem investido na cultura em 2010.



Audiência pública do orçamento da cultura:

Data: 19 de novembro – Quinta-feira

Tema: SECRETARIA DE MODERNIZAÇÃO, GESTÃO E DESBUROCRATIZAÇÃO

- SECRETARIA MUNICIPAL DE FINANÇAS

- SECRETARIA MUNICIPAL DE ESPORTES, LAZER E RECREAÇÃO

- SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA

Horário: 18:00 às 22:00 h

Local: Câmara Municipal de São Paulo – Sala Tiradentes - 8º andar

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

MANIFESTO EM DEFESA DO MST

O Manifesto "Contra a violência do agronegócio e a criminalização das lutas sociais", em defesa do MST, foi idealizado por dezenas de intelectuais do Brasil e do mundo, e busca denuncia todo o processo de criminalização do MST a partir dos últimos acontecimentos. Entre eles, a exploração da mídia no caso da ocupação das fazendas controladas irregularmente pela Cutrale e a instauração da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) contra o Movimento. Assinam o texto: Antonio Candido, Luis Fernando Veríssimo,Emir Sader, Eduardo Galeano (uruguaio), Ignácio Ramonet (espanhol), Michael Lowy (francês), Boaventura de Souza Santos (português), entre outros.

A adesão ao manifesto é opcional. Se você concorda com a causa e quiser assinar ou ter acesso ao manifesto, clique aqui.

ENCONTRO DO MOVIMENTO 27 DE MARÇO E DA RODA DO FOMENTO

Dia 4 de novembro, às 20h, no Teatro Coletivo.

Pautas: SATED; Conferências Estaduais; Roda do Fomento (sobre a destinação da verba "restante" do programa).

É muito importante que venham representantes de todos os grupos.

Local: R. da Consolação, 1623. Informações: (11) 3255-5922 / 8121-0870.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Moção para a II Conferência Municipal de Cultura

Moção lida publicamente na presença da Cecília (Representante do Ministério da Cultura e do Secretário de Cultura de São Paulo Augusto Calil) na II Conferência Municipal de Cultura da Cidade de São Paulo.

Moção para a II Conferência Municipal de Cultura

Movimento 27 de Março

Poucos homens atingem seu tempo!

Pode um homem contemporâneo perceber o que está acontecendo de realmente importante em sua época? Às vezes, o que tem de importante não aparece no momento em que ocorre. É preciso que muitos outros também reconheçam aquilo como importante e, para isso, precisam saber, ter acesso àquilo que se diz importante.

A II Conferência Municipal de Cultura da cidade de São Paulo foi pensada e construída pela Prefeitura Municipal de São Paulo sem o tempo e os cuidados necessários. Isso tem conseqüências!

Sob pena de ficar fora do Sistema Nacional de Cultura, dos benefícios da PEC 150 e das parcerias propostas pelo governo federal, através de leis que hoje tramitam no Congresso Nacional, assumiu a realização da Conferência e convidou para a empreitada algumas entidades representativas dos trabalhadores da cultura da cidade.

Triste resultado!

A política da fome a que somos submetidos escancara suas fraquezas.

Qual é a história da Conferência Municipal de Cultura?

A I Conferência aconteceu em maio de 2004, foi precedida por duas pré-conferências em que participaram instituições que atuam no campo da cultura e nove pré-conferências territoriais, ocorridas nas mais diversas regiões da cidade. Milhares de pessoas se envolveram num debate democrático que levava o sonho de orientar, dar rumos à política cultural do município, a partir de necessidades reais. Foi nessa conferência que se consolidou o Conselho Municipal de Cultura, antiga reivindicação dos movimentos sociais. Este Conselho foi desativado desde que o atual secretário de cultural está no cargo. Naquele momento, conseguíamos perceber a importância do nosso gesto no sentido de construir uma cidade mais justa. Pensávamos que havíamos construído uma estrutura sólida que garantiria a continuidade do processo, mas não foi isso que aconteceu.

A II Conferência Municipal de Cultura desconsiderou toda esta rica história! Desrespeitou todas as discussões anteriores e os avanços porque pensa o mundo a partir de uma lógica míope e pragmática de mercado.

A Comissão Organizadora estabeleceu o limite de 650 participantes que poderiam se inscrever pela internet. Encerrou as inscrições antes do prazo definido por ela mesmo, e o resultado foi participação reduzida que tivemos.

As sugestões dos grupos de trabalho (que se formaram de maneira improvisada), foram repetidamente recusadas pelo secretário. Para corresponder às rígidas estruturas propostas pelo governo federal foram convidados debatedores “sob medida”, desrespeitando uma saudável e necessária pluralidade de opiniões. A coordenação dos trabalhos, em parte feita pelo próprio secretário, foi, em muitos momentos, autoritária, resultado do seu descontentamento com a obrigação de realizar esta tarefa democrática.

A escolha do local da Conferência, o Parque de Convenções do Anhembi, também parece ter sido “sob medida”. O acesso é difícil para aqueles que precisam ou optam pelo transporte coletivo. Os preços, da lanchonete ao estacionamento, são fora da realidade dos trabalhadores da cultura. A divulgação da Conferência, dada a importância e o tamanho da cidade de São Paulo, foi largamente insuficiente.

Esta Conferência foi um triste caldeirão com caldo amargo, onde o tempero principal foi a frustração. Os desejos de coletivos culturais, reprimidos durante cinco anos, foram condenados ao silêncio.

Recusamos a chantagem a que estamos sendo submetidos: aceitar ou... aceitar este estado de coisas. Repudiamos com veemência a organização e a condução dos trabalhos desta conferência!

Dois dias de trabalho simplesmente para votar o regimento. E o tempo para as dicussões diminuído drasticamente.

Pela investigação e pela análise do mundo objetivo, nossa arte pode contribuir para a mudança de consciência no nosso país, mas o poder público não pensa assim.

É preciso mostrar a necessidade de transformar a sociedade atual, é necessário mostrar a possibilidade dessa mudança e os meios para mudá-la.

Esta é uma Moção de Repúdio a todos os atos inconseqüentes promovidos na preparação e na execução da II Conferência Municipal de Cultura. Repúdio a todas as manobras, repúdio às palavras ríspidas, ao desrespeito aos movimentos organizados.

Trabalhadoras e trabalhadores em cultura da cidade de São Paulo

M27M

25 de outubro de 2009

Assinam também essa moção:

Fórum H2O Municipal SP

Associação de Arte artesanato e Cultura Karl

Roda do Fomento

APOESP (Aposentados Sub-Sede Norte) Movimento MMC

Mobilização Dança

Movimento Negro Gilson Negão

Arte pela Barbárie

Congresso Cultural de República do Brasil África Sustentável

Instituto CECAP Centro de Cultura Artística Popular

CNAB – Congresso Nacional Afro Brasileiro

Primado do Brasil Umbanda e Candomblé

Instituto Oromilade

CENARAB

Flo-Friendes Of Life Organization

AMEJAEB – Entidade Social (Dirce Lua)

GRCES – Academia Saída Frente (Dirce Lua)

Goteira Esporte Clube (Butantã)

_________

Segue texto do Marcelino Freire para reflexão:


TEXTO: DA PAZ

por Marcelino Freire *

Eu não sou da paz.

Não sou mesmo não. Não sou. Paz é coisa de rico. Não visto camiseta nenhuma, não, senhor. Não solto pomba nenhuma, não, senhor. Não venha me pedir para eu chorar mais. Secou. A paz é uma desgraça.

Uma desgraça.

Carregar essa rosa. Boba na mão. Nada a ver. Vou não. Não vou fazer essa cara. Chapada. Não vou rezar. Eu é que não vou tomar a praça. Nessa multidão. A paz não resolve nada. A paz marcha. Para onde marcha? A paz fica bonita na televisão. Viu aquele ator?

Se quiser, vá você, diacho. Eu é que não vou. Atirar uma lágrima. A paz é muito organizada. Muito certinha, tadinha. A paz tem hora marcada. Vem governador participar. E prefeito. E senador. E até jogador. Vou não.

Não vou.

A paz é perda de tempo. E o tanto que eu tenho para fazer hoje. Arroz e feijão. Arroz e feijão. Sem contar a costura. Meu juízo não está bom. A paz me deixa doente. Sabe como é? Sem disposição. Sinto muito. Sinto. A paz não vai estragar o meu domingo.

A paz nunca vem aqui, no pedaço. Reparou? Fica lá. Está vendo? Um bando de gente. Dentro dessa fila demente. A paz é muito chata. A paz é uma bosta. Não fede nem cheira. A paz parece brincadeira. A paz é coisa de criança. Tá uma coisa que eu não gosto: esperança. A paz é muito falsa. A paz é uma senhora. Que nunca olhou na minha cara. Sabe a madame? A paz não mora no meu tanque. A paz é muito branca. A paz é pálida. A paz precisa de sangue.

Já disse. Não quero. Não vou a nenhum passeio. A nenhuma passeata. Não saio. Não movo uma palha. Nem morta. Nem que a paz venha aqui bater na minha porta. Eu não abro. Eu não deixo entrar. A paz está proibida. A paz só aparece nessas horas. Em que a guerra é transferida. Viu? Agora é que a cidade se organiza. Para salvar a pele de quem? A minha é que não é. Rezar nesse inferno eu já rezo. Amém. Eu é que não vou acompanhar andor de ninguém. Não vou. Não vou.

Sabe de uma coisa: eles que se lasquem. É. Eles que caminhem. A tarde inteira. Porque eu já cansei. Eu não tenho mais paciência. Não tenho. A paz parece que está rindo de mim. Reparou? Com todos os terços. Com todos os nervos. Dentes estridentes. Reparou? Vou fazer mais o quê, hein?

Hein?

Quem vai ressuscitar meu filho, o Joaquim? Eu é que não vou levar a foto do menino para ficar exibindo lá embaixo. Carregando na avenida a minha ferida. Marchar não vou, ao lado de polícia. Toda vez que vejo a foto do Joaquim, dá um nó. Uma saudade. Sabe? Uma dor na vista. Um cisco no peito. Sem fim. Ai que dor! Dor. Dor. Dor.

A minha vontade é sair gritando. Urrando. Soltando tiro. Juro. Meu Jesus! Matando todo mundo. É. Todo mundo. Eu matava, pode ter certeza. A paz é que é culpada. Sabe, não sabe?

A paz é que não deixa.

domingo, 25 de outubro de 2009

Próximo Encontro do Movimento 27 de Março

Dia 27 de outubro, às 20h, no Teatro Coletivo.

Pauta: Políticas públicas para a cultura e carta de princípios, que deverá ser construída coletivamente a partir de três pontos: contra a privatização da cultura, mais verba pública direto para a cultura! Apoio ao PEC 150 que destina para a cultura o mínimo de 2% do orçamento da União, 1,5% dos Estados e 1% dos Municípios. E políticas públicas para cultura como direito e não privilégio.

Local: R. da Consolação, 1.623. Informações: (11) 3255-5922 / 8121-0870.

sábado, 24 de outubro de 2009

CARTA DO M27M PARA A II CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE CULTURA

Trabalhadores e fazedores culturais da cidade de São Paulo,

Nós, do Movimento 27 de março, que ocupamos o prédio da Funarte no dia do teatro deste ano para barrar a privatização da cultura, lutando contra a renúncia fiscal mantida na “nova lei Rouanet”, então o Profic, queremos conversar com vocês.

Sabemos que é difícil, num mundo tão individualizado e embrutecido, a gente parar, conversar, falar e ouvir nossos companheiros, pessoas que muitas vezes têm opiniões diferentes da nossa e, juntos, atentar mais para os pontos que nos unem do que para aqueles que nos separam.

Nosso Movimento é “filho” de outros tantos movimentos de artistas, sobretudo dos trabalhadores de teatro, que se reuniram no Arte contra a barbárie, no Redemoinho e na Roda do Fomento.

Queremos provocar o nascimento de novas idéias para criar situações novas.

Para nós a arte tem uma função fundamental na sociedade e tem relação com todos os campos da vida social. Por isso lutamos contra toda forma de privatização da arte e da cultura.

O mundo não é uma mercadoria!

Se hoje parece “natural” que produções com características estéticas voltadas apenas para garantir a audiência dos anúncios comerciais do intervalo, sejam consideradas arte, para nós o dinheiro que financia tais produções também interfere nas suas “liberdades” artísticas. A privatização da arte e da cultura, através do financiamento das empresas privadas ou de leis de renúncia fiscal que seguem a mesma lógica do mercado, deve ser por nós combatidos em todas as escalas.

A Lei Rouanet, principal política pública para a cultura do Brasil, foi criada em 1992 e baseia-se na renúncia fiscal como forma de incentivo à cultura. Nesse tipo de “incentivo”, a decisão do destino do investimento em cultura é feita pela empresa privada. É ela quem direciona seu imposto para o projeto cultural que lhe parecer melhor e, na maioria dos casos, significa mais rentável, ou o que dá mais “visibilidade”. A lei Rouanet, bem como todas as outras leis que promovem a cultura através da isenção fiscal, também seguem a mesma lógica de entender arte como mercadoria.

O Movimento 27 de Março vê no Manifesto do Movimento Arte contra a Barbárie pertinência e atualidade:

“É inaceitável a mercantilização imposta à Cultura no país, na qual predomina uma política de eventos.”

“Sua condição atual reflete uma situação social e política grave!”

“A produção, circulação e fruição dos bens culturais é um direito constitucional, que não tem sido respeitado.”

“A atual política oficial, que transfere a responsabilidade do fomento à produção cultural para a iniciativa privada, mascara a omissão que transforma os órgãos públicos em meros intermediários de negócios.”

Queremos uma política pública para a cultura que contemple vários programas com recursos orçamentários próprios e regras democráticas, estabelecidas em lei como política de Estado e não ações de governo. As parcerias propostas entre o público (Estado) e o privado (PPP - Mercado), bem como a Economia Criativa e a sustentabilidade dos projetos nos impõe uma lógica de mercado que não podemos atender. Não produzimos lucro (mais valia), então, de onde vem esse dinheiro para sermos sustentáveis?

Não haverá transformação cultural enquanto as ações humanas forem organizadas pela lógica da eficácia mercantil e a cidadania for construída na perspectiva do consumo.

Uma comparação. A função da saúde, da educação e das políticas públicas nestas áreas não é fabricar dinheiro nem dar emprego para médicos, enfermeiros, professores. Da mesma forma, a arte, a cultura, o teatro e respectivas políticas públicas não podem ser encarados como fábricas de valor e empregos. Critérios como lucro, auto-sustentabilidade, produto, serviços, etc., etc., são, no mínimo, deslocados ou secundários para discutir uma política cultural.

A II Conferência Municipal de Cultura foi chamada de uma forma burocrática, o famoso “de cima pra baixo”. Reconhecemos esse espaço como um espaço de discussão da cultura, conquista de diversos movimentos culturais da cidade, como forma de relação social, mas combatemos duramente a forma como foi construída: sem debate político, sem construção horizontal e sem envolvimento prévio dos coletivos e movimentos organizados. E, por fim, de difícil acesso em todos os sentidos!

Acreditamos que a reabertura do Conselho Municipal de Cultura deva trazer mais atualizada a agenda de lutas dos movimentos.

Por isso, escrevemos essa carta, para convidá-los a aprofundar as discussões sobre cultura e arte em um encontro com o M27M. Não queremos nos acomodar e conviver de forma pacífica com o atraso que a não ação promove.

Queremos fazer esse chamado para a construção coletiva de uma Carta de Princípios de um possível “novo” movimento a partir dos três pontos a seguir:

- contra a privatização da cultura! Mais verba pública direto para a cultura!

- apoio ao PEC 150 que destina para a cultura o mínimo de 2% do orçamento da União, 1,5% dos Estados e 1% dos Municípios.

- políticas públicas para cultura como direito e não privilégio. Cultura para todos!

Não idealizamos a perfeição dos movimentos sociais, queremos é a imperfeição humana exposta nas discussões de companheiros que se dispõem à ação conjunta e ainda acreditam que a luta transforma a vida.

Saudações fraternas, Movimento 27 de Março.

Próxima reunião:

DIA 27 de outubro (Terça-feira) às 20h no Teatro Coletivo

Local: Rua: Da Consolação, 1.623.

Informações: (11) 3255-5922 / 8121-0870.

Pauta: Políticas públicas para a cultura e carta de princípios.